VIOLÊNCIA: Trânsito de Minas Gerais mata tanto quanto a violência urbana. Foto: Divulgação

De acordo com a Seguradora Líder, em 2017 e 2018, foram indenizados uma média de 9,1 vítimas fatais por dia

Um matéria especial, publicada em 2 de setembro último, o jornal Estado de Minas mostrou que o trânsito de Minas Gerais mata tanto quanto a violência urbana.

De acordo com os dados do Seguro DPVAT, foram apresentados juntamente com números da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, um balanço nos últimos dois anos, que dão conta de 7.061 homicídios no estado, ou seja, uma média de 9,6 pessoas mortas diariamente.

Ainda de acordo com o relatório, por outro lado, 6.649 acidentes ocorridos em 2017 e 2018 já foram indenizados pela Seguradora Líder no mesmo período, o que representa uma média de 9,1 vítimas fatais por dia.

Segundo a reportagem, os casos de violência urbana e de trânsito atingem principalmente os jovens; pessoas com idades entre 18 anos e 34 anos, que representam 36,6% das ocorrências por morte indenizadas pelo Seguro DPVAT no Estado de Minas.

A reportagem diz também que os homicídios representaram 56,2% das vítimas. Essa realidade também foi mostrada em um levantamento da Seguradora Líder divulgado na 79ª edição da newsletter Líder Informa.

Indiferença

Apesar de as mortes no trânsito e os assassinatos estarem praticamente no mesmo patamar, a reportagem do diário mineiro mostra que a carnificina em acidentes com carros, motos, ônibus e caminhões não desperta a mesma repercussão dos assassinatos, na avaliação da delegada Amanda de Menezes Curty, que é coordenadora de Educação de Trânsito do Departamento Estadual de Trânsito de Minas Gerais (Detran/MG).

De acordo com a delegada, há uma questão cultural que trata os óbitos no trânsito como uma falha, algo que não foi praticado com intenção. “As pessoas tendem a achar que foi fatalidade e geralmente tentam tirar a culpa, procurando alguma desculpa”, afirma a delegada.

Ainda de acordo com Curty, o cenário carece de uma mudança radical. “As pessoas deveriam começar a se conscientizar que a morte no trânsito não é uma coisa fortuita. Ela acontece porque as pessoas têm parcela de contribuição sim. Não pode ser tratada como uma coisa inesperada”, acrescenta.

Para conferir a matéria na íntegra, clique aqui

Fonte: Seguradora Líder

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