Mesmo terceirizada e com pedágio, o número de acidentes na BR-153 aumentou. Foram 421 de janeiro a julho deste ano contra 355, ocorridos no mesmo período do ano passado. Apesar desse crescimento de 18,6%, as mortes diminuíram de 16 para oito, no trecho de Rio Preto, que vai de Icém a Ubarana.

Essa tendência de queda não pode ser considerada como uma conquista.

Dada a sua importância regional, a rodovia deveria ser vista como prioridade pelos governantes. Desta segunda-feira até o próximo sábado, o BOM DIA vai publicar série sobre a BR-153, palco de tragédias e responsável pelo sofrimento de tantas famílias.

“A gente aprende a viver com a dor, a saudade e a ausência. Mas perder um filho é morrer uma parte de nós mesmos”, diz o promotor de justiça aposentado José Pupo Nogueira, 66 anos.

Há quatro anos, o filho dele Cássio, 23, seguia de Bady Bassitt a Rio Preto. Uma barberagem do carro que ia na frente fez com que ele entrasse na pista contrária. Bateu contra um caminhão.

“Se a pista fosse duplicada, meu filho estaria hoje com a gente”, lamenta.

Nogueira critica o que considera o baixo valor do pedágio, que é de R$ 2,80 (veículo de passeio), R$ 1,40 (moto) e R$ 5,60 ônibus.

“É melhor cobrar mais e ter recursos para melhorar a rodovia e evitar outras mortes.

A dor do mecânico Márcio Buosi, 39, foi prorrogada. Em um acidente no dia 28, próximo ao pedágio de Baby Bassitt, morreram seus pais, Hélio e Maria Santana.

Hospitalizado, ainda não sabe das mortes.

A concessionária Transbrasiliana afirma que desde fevereiro de 2008 investiu mais de R$ 200 milhões no trecho entre Icém e Ourinhos para melhorar a segurança da rodovia.