IMPUNIDADE: Projeto de Lei 130/20 pretende pôr fim à impunidade de motoristas que postam crimes de trânsito em vias públicas. Foto: Reprodução TV Globo

De acordo com o coordenador do SOS Estradas, Rodolfo Rizzotto, a vaidade em postar vídeos, estimulada pela impunidade, tem consequências graves; plataformas como YouTube, Instagram, Facebook têm parcela de responsabilidade

O caso do atropelamento de um ciclista no km 13 da rodovia dos Imigrantes (SP-160), no domingo (18), revela a grave situação em que vive o trânsito no País. O motorista Mcpolanski Hedernir Souza Costa, de 23 anos, que atropelou e matou o bancário Rafael Tofolim, de 45 anos, é um infrator contumaz.

Vídeos postados em redes sociais por Mcpolanski Hedernir Souza Costa mostram exibições de manobras radicais e perigosas com uma motocicleta numa via pública. Para o coordenador do SOS Estradas, Rodolfo Rizzotto, o Projeto de Lei 130/2020, de autoria da deputada Christiane Yared, visa acabar com essa impunidade. “A vaidade de postar vídeos assim, estimulada pela impunidade, tem consequências e as plataformas como YouTube, Instagram, Facebook têm parcela de responsabilidade nisso“.

Segundo Rizzotto, o PL 130/20 atinge o crescente número de jovens que se filmam em situações de risco, como rachas, e postam o conteúdo em plataformas de vídeos com o objetivo de aumentar o número de seguidores e, por conseguinte, faturar com a prática. “A iniciativa da parlamentar foi consequência do levantamento feito pelo SOS Estradas e a entidade de vítimas Trânsito Amigo.

De acordo com o delegado que investiga o caso do acideten (sinistro) na Imigrantes, Mcpolanski Hedernir Souza Costa será indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, com o agravante de dirigir embriagado e fugir do local sme prestar socorro.

Como é a lei hoje

Atualmente, a aplicação da medida acontece somente quando a infração é comprovada por um agente de trânsito in loco, mediante lavratura do auto. “Não podemos mais ver tanta barbárie, vídeos que poderiam ter terminado em morte, e fingir que nada está acontecendo. Seria irresponsável da minha parte como parlamentar não enxergar essa atitude como patológica. O que ocorre, atualmente, é o que chamamos de fábrica de infratores que premia quem comete o crime, divulga e promove. O jovem está sendo remunerado para cometer um crime”, alertou a parlamentar.

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