Categoria reclama que reajuste de 15% no valor do diesel, entre outros aumentos, não foi incorporado ao frete

Nesta quarta-feira deve ser definida como será realizada a greve nacional dos caminhoneiros que está marcada para o dia 25 de junho.

As entidades nacionais e estaduais que representam a categoria reivindicam o reajuste nos preços dos fretes. O reajuste no preço do diesel é um dos motivos para o protesto, pois o valor não foi incorporado ao frete. De acordo com Mário Pedersen, presidente do Sindicato dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários de Rio Claro, a situação dos caminhoneiros está péssima. Sobre a greve, Pedersen diz que há cogitações, porém nada foi definido ainda. O sindicato representa 183 associados de Itirapina, Santa Gertrudes, Cordeirópolis, Analândia, Ipeúna e Rio Claro. “Tudo aumentou, como o pedágio e diesel, e as empresas que contratam os serviços dos caminhoneiros não repassaram os valores para o frete, pelo contrário, pois o valor do frete diminuiu. Há ainda o vale pedágio, que por lei a empresa tem que pagar, mas a maioria não paga”, explica.

Segundo o presidente do sindicato, além do vale pedágio e diesel, a manutenção dos caminhões, para que possam circular com condições adequadas, também sofreu aumento. “O frete não compensa, mas eles têm que se sujeitar aos baixos preços para não ficarem sem trabalho”, analisa Pedersen.

Para o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, a situação dos transportadores autônomos de cargas está precária. O aumento de 15% no preço do diesel piorou a situação.

A entidade defende que os caminhoneiros fiquem parados nas próprias casas, sem bloqueios de estradas e sem prejuízos para usuários de rodovias. Além do repasse do aumento do diesel, a categoria quer também a criação pelo Ministério da Fazenda de uma planilha referencial do valor de frete ser pago por quilômetro rodado. A planilha seria utilizada como base nas negociações com as empresas de transporte de carga.