Carga irregular de canetas para emagrecimento é apreendida em ônibus na BR-153/GO
CONTRABANDO: Carga irregular de canetas para emagrecimento é apreendida em ônibus na BR-153/GO. Foto: Divulgação/PRF

Medicamento de uso controlado foi despachado de Goiânia para Marabá (PA) sem comprovação de origem

Na noite dessa segunda-feira (11), policiais rodoviários federais apreenderam uma carga de canetas para emagrecimento transportadas em um ônibus interestadual, na BR-153, em Jaraguá(GO). O medicamento é indicado para o tratamento de diabetes tipo 2, mas tem sido utilizado para emagrecimento, o que exige controle rigoroso e prescrição médica.

Durante a fiscalização ao veículo que fazia o itinerário Goiânia (GO) – Marabá (PA), foi encontrada uma caixa sem documentação fiscal contendo oito unidades do produto, além de quatro perfumes. No mercado ilegal, cada caneta pode atingir valor de até R$2 mil.

O material apreendido e as informações sobre o remetente e destinatário foram encaminhados à Polícia Civil de Jaraguá (GO) para investigações.

Especialistas alertam para riscos de uso indiscriminado do produto

Segundo especialistas, o uso indiscriminado de medicamentos para diabetes e obesidade, como Ozempic e similares, com fins estéticos, pode gerar consequências graves aos pacientes que se automedicam. A pancreatite é um dos potenciais riscos à saúde dos usuários, conforme alerta da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica.

Atualmente, as drogas são classificadas com tarja vermelha, que exigem prescrição médica, mas estão sendo vendidas sem receita nas drogarias, farmácias de manipulação e até pela internet, segundo a pesquisadora da Universidade de São Paulo Tamires Capello, especialista em direito médico, hospitalar e saúde.

Medicação segura

De acordo com a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), a medicação é segura, porém o problema estaria no contrabando e na falsificação do remédio, que chega a ser ofertado em gostas.

Ainda de acordo com a entidade, o produto tem um grau de segurança muito alto. Estamos falando de uma pesquisa clínica com mais de 25 mil pacientes. Mais de 13 milhões de pessoas já utilizaram esse produto e não há dados que mostrem riscos extraordinários dessa utilização”, afirmou.