Quarenta e três cegonhas, carretas utilizadas para o transporte de veículos, passaram o dia estacionadas na esplanada dos Ministérios, em Brasília. O protesto dos caminhoneiros é para reivindicar segurança para os trabalhadores nas rodovias do país. A data escolhida coincide com os cinco anos do assassinato de Mário Sérgio Gabardo, então com 20 anos, que foi assassinado em Canoas (RS) em ato de represália às denúncias feitas pelos transportadores contra a ação de duas empresas que controlam o segmento de transporte de veículos.

“Hoje faz cinco anos que este assassinato está sem solução. Há duas empresas, uma italiana e uma norte-americana, que atuam como uma verdadeira máfia. Elas dominam o mercado. Transportam quase todas as marcas com exceção da coreana Hyundai e integrantes desta máfia nos ameaçam constantemente para que desistamos da atividade”, declarou Afonso Carvalho, McGyver, que é presidente do Sindicato dos Transportadores de Veículos de Goiás (Sintrave-GO).

Dos 43 veículos estacionados em fila indiana, três estão totalmente carbonizados e, segundo McGyver, foram destruídos pela máfia do transporte De manhã, o grupo foi recebido pelo ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, e reivindicou a permissão para que os transportadores possam estacionar e passar a noite no pátio dos postos da Polícia Rodoviária Federal.

“Estamos clamando por segurança. Não nos sentimos seguros nos postos de combustíveis. Estes três carros foram incendiados em postos, colocando em risco não só nós, mas todas as pessoas que passam e trabalham nestes lugares”, alertou.
Com cartazes de protesto e a foto do colega morto estampado nas carretas, eles alegam terem sido recebidos em março de 2009 pelo então ministro da Justiça Tarso Genro, mas que até agora nenhuma providência foi tomada para garantir-lhes a segurança.

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