FLAGRANTE NA BR-153: Motorista de ônibus foi flagrado pela PRF com 600 comprimidos de 'rebite' na BR-153, em Goiás. Foto: Divulgação

Conforme levantamento exclusivo do SOS Estradas, ao contrário do que imagina a maioria da sociedade e da própria imprensa, cocaína é a droga mais utilizada por motoristas profissionais.

Em mais de 200 mil testes positivos, cocaína esteve presente em 50,6% dos casos dos condutores habilitados na categoria C (caminhão), 66,3% na D (van e ônibus) e 67,1% na categoria E (carretas). As anfetaminas, o popular ‘rebite’, representou respectivamente 7,0% (C) , 4,4% (D) e 8,3% (E).

NA FRENTE: Cocaína é a droga predominante em todas as categorias de condutores profissionais. Arte: SOS Estradas

Nesse sentido, é importante destacar que a maioria dos condutores de ônibus e vans, que testa positivo, circula em área urbana, transportando dezenas de milhões de brasileiros diariamente.

Alguns até atuam como usuários e traficantes, conforme ocorreu com motorista de ônibus preso pela PRF, em maio deste ano, na BR-153/GO, que estava com 600 rebites a bordo.

Embora a maioria dos motoristas profissionais não use drogas, essa minoria, que não é tão pequena assim, coloca em risco a vida de todos que circulam nas ruas e estradas, inclusive os próprios caminhoneiros e motoristas de ônibus.

Infelizmente, nas perícias de acidentes ainda não foi criado o hábito da coleta do cabelo do motorista envolvido para identificar o uso regular de drogas.

Curiosamente, testamos para álcool ou drogas, com curta janela, como sangue, mas o exame de larga janela permitiria identificar o motorista usuário regular de drogas. Portanto, que coloca vidas em risco diariamente, principalmente quando transporta passageiros.

Embora o Contran/Denatran tenha organizado um calendário para que os motoristas cumpram o exame toxicológico intermediário (https://www.gov.br/…/governo-federal-prorroga-prazo… ), estima-se que centenas de milhares preferiram não fazer o exame e correr o risco da multa de R$ 1.467,35, além de 7 pontos na carteira e 90 dias de suspensão da CNH.

Por que não fazem? A resposta é simples. O exame toxicológico está revolucionando o conceito de prevenção e revela que estamos diante da ponta de um iceberg assustador. O que tem por baixo da não realização do exame toxicológico é muito mais grave do que imagina a sociedade.

FLAGRANTE NA 153: Motorista de ônibus foi flagrado pela PRF com 600 comprimidos de ‘rebite’ na BR-153, em Porangatu (GO). Foto: Divulgação/PRF

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