LIBERADA: Prefeito Bruno Covas liberou o tráfego na ponte da Marginal do Tietê acesso à Via Dutra (BR-116), nessa segunda-feira (17). A ponte estava fechada desde o dia 23 de janeiro deste ano, quando apresentou problemas na estrutura. Foto: Divulgação

Acesso estava interditado desde 23 de janeiro depois que uma vistoria apontou problemas na estrutura; prefeito disse que laudos sobre pontes e viadutos da cidade estão prontos

O prefeito Bruno Covas (PSDB) liberou na tarde desta segunda-feira (17) a ponte que liga a Marginal Tietê à Rodovia Presidente Dutra. O acesso estava interditado desde o dia 23 de janeiro depois que uma vistoria apontou problemas na estrutura da ponte. Desde então, obra que custou R$ 7 milhões foi realizada.

Covas afirmou que a prefeitura vai continuar fazendo obras na ponte enquanto estiverem passando veículos. No horário de pico, são 1800 veículos por faixa, por hora.

“A previsão inicial era de liberar a ponte no dia 25, mas nesta segunda, pela manhã, os técnicos terminaram os últimos cálculos, que permitem ter a tranquilidade e a segurança de devolver essa ponte para a população”, disse. “Com o laudo entregue, vamos poder, da mesma forma que fizemos no viaduto da Marginal Pinheiros, continuar a ter obras aqui enquanto ela estiver sendo utilizada”, completou o prefeito.

Quando questionado sobre os gastos com a obra, Covas disse que a Prefeitura pagou a obra emergencialmente e que vão avaliar se passarão os custos ao governo federal, já que a estrutura pertence ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

“Vamos encaminhar toda a documentação à Procuradoria Geral do Município para ver se é o caso de cobrar o governo federal ou não. Ainda há um limbo jurídico sobre a propriedade desta ponte”, disse.

Na última sexta-feira (14), o Ministério Público Federal (MPF), em Guarulhos, pediu formalmente à Prefeitura de São Paulo que determinasse a data em que a ponte seria liberada. O órgão acompanhava o caso, pois considera que a população foi prejudicada pela interdição, já que a via é utilizada para o trajeto entre São Paulo e Guarulhos e para o acesso ao Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Estabilidade comprometida

Em janeiro deste ano,a Prefeitura de São Paulo interditou a ponte de acesso à Rodovia Presidente Dutra, pela pista expressa da Marginal Tietê, porque a estrutura apresentou rachaduras e uma vistoria apontou o rompimento de uma viga de apoio da estrutura em um pilar. A alça de acesso fica na pista sentido Rodovia Ayrton Senna.

O laudo detalhado, feito por técnicos da SPObras, empresa municipal ligada à Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb), apontou infiltração, corrosão e comprometimento de estabilidade da ponte. Duas empresas foram contratadas emergencialmente pela prefeitura, uma para fazer a obra de recuperação e outra, para o laudo estrutural.

Em março, a prefeitura começou a fazer testes com caminhões de 45 toneladas para verificar a resistência da estrutura. Ao longo da pista e nos pilares que a sustentam foram instalados sensores que medem as deformações e as oscilações que a estrutura sofre com a passagem do veículo.

Em abril, a gestão do prefeito Bruno Covas previu o dia 25 de junho deste ano como data de conclusão da obra de recuperação da ponte.

Avaliação continua

De acordo com Covas, a Prefeitura continua avaliando demais pontes e viadutos da cidade. “16 laudos já foram entregues à Prefeitura e a gente espera em 30 dias disponibilizar esses laudos, já sabendo que obras vamos fazer. Outros 2 laudos serão entregues em agosto, e amanhã sai uma licitação para outras 17 pontes e viadutos terem laudos”, disse.

“Estamos começando pelas 73 pontes e viadutos assinados em um TAC entre a Prefeitura e o Ministério Público em 2007, e que até então nada tinha sido feito. Só agora que nós estamos contratando esses laudos”, completou, acrescentando que a cidade tem 175 pontes e viadutos.

DESDE JANEIRO: Em 23 de janeiro deste ano, o acesso à Via Dutra, pela pista expressa da Marginal Tietê, foi fechado, porque a estrutura apresentou rachaduras e uma vistoria apontou o rompimento de uma viga de apoio da estrutura em um pilar.

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