Um levantamento realizado pela Polícia Rodoviária Federal mostra que existem atualmente em Mato Grosso 115 pontos vulneráveis exploração sexual de crianças e adolescentes. Todos localizados nas rodovias federais que cortam o Estado: 070, 158, 163, 174 e 364.

Desses pontos, 82 localizados em áreas urbanas e 33 em áreas rurais, segundo o mapeamento divulgado nesta quarta-feira, 16. Agora, o pior: esse número indica um crescimento ativo nos pontos de eventuais prostituições na zona rural, comparado ao ultimo levantamento, realizado em 2007.

A maior quantidade de pontos vulneráveis nas rodovias federais de Mato Grosso está localizada na BR-364, onde existem 58 pontos de vulnerabilidade, o correspondente a 50% do total. A BR-070 é a segunda com 24 (20,87%), seguida da BR- 163 com 18 pontos de vulnerabilidade (15,65%).

Para fazer o mapeamento, a PRF utilizou como conceito de ponto vulnerável a aglomeração de pessoas de condutas duvidosas em um local, onde observa-se com frequência a presença de crianças e adolescentes.

As características destes pontos variam de acordo com cada região. Em Primavera do Leste, por exemplo, os postos de combustível são os principais pontos vulneráveis à exploração sexual. Nestes locais, podem ser encontrados vários profissionais do sexo. Já em Cáceres, há um alto índice de exploração sexual na área rural, principalmente, nos locais onde são realizadas festas.

Mas foi em Rosário Oeste, cidade cortada pela BR-364, onde foi identificado o maior número de pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes. Na região, há uma grande concentração de bares, lanchonetes, boates, restaurantes e postos de combustível às margens da rodovia e próximo a escolas.

De acordo com o levantamento da PRF, no perímetro urbano do município, que tem a extensão de aproximadamente quatro quilômetros, foram detectados 10 pontos vulneráveis à exploração sexual.

Outro fator relevante foi o aumento de mais de 100% de pontos vulneráveis nas áreas rurais, em relação ao mapeamento realizado pela PRF em 2007. Naquela época, foram detectados 16 pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes. Já no último levantamento, 33 pontos foram identificados.