Cummins amplia potência dos grupos geradores equipados com o motor QSK78 para até 3 MW

Nova versão do QSK78 amplia a oferta de sistemas de energia de emergência para operações críticas. Tecnologia desenvolvida para Data Centers também apresenta características relevantes para centros de controle rodoviário, complexos de serviços e instalações industriais.

Grupo gerador da linha Cummins Centum QSK78, desenvolvida para aplicações que exigem elevada potência e confiabilidade no fornecimento de energia.

A Cummins anunciou, nesta terça-feira (3 de novembro), a ampliação da potência dos grupos geradores equipados com o motor QSK78, que agora podem alcançar 3 megawatts (MW).

Embora o lançamento tenha como foco principal os Data Centers, a tecnologia também pode interessar a concessionárias de rodovias, grandes postos de combustíveis, centros logísticos e indústrias instaladas às margens das estradas.

A novidade será apresentada durante o DCD Connect Brasil 2026, realizado nos dias 4 e 5 de novembro, no Sheraton São Paulo WTC Hotel, na capital paulista.

A maior potência amplia as alternativas para empreendimentos que precisam manter suas atividades durante interrupções no fornecimento de energia elétrica. A nova configuração utiliza um motor diesel de 78 litros e alcança uma faixa de potência anteriormente atendida pelo QSK95, de 95 litros.

Concessionárias de rodovias precisam garantir energia para operações essenciais

Nas concessões rodoviárias, uma interrupção no fornecimento de eletricidade pode comprometer atividades essenciais à operação das estradas, incluindo centros de controle operacional, sistemas de monitoramento, telecomunicações e equipamentos de apoio ao atendimento dos usuários.

Por essa razão, a disponibilidade de fontes alternativas de energia é um dos aspectos considerados no planejamento de infraestrutura das concessionárias.

Os novos grupos geradores de alta potência da Cummins podem representar uma alternativa para instalações de grande porte ou para sistemas integrados que exigem elevada disponibilidade elétrica.

Entre as possíveis aplicações no setor rodoviário estão os centros de controle operacional (CCOs), bases de atendimento, complexos administrativos e instalações que concentram diferentes equipamentos elétricos.

Isso não significa, entretanto, que todas essas estruturas necessitem de um gerador de 3 MW. A escolha depende da demanda efetiva, da autonomia desejada, da classificação das cargas críticas e das condições de operação de cada instalação.

A Cummins não anunciou, neste lançamento, contratos específicos com concessionárias brasileiras.

Grandes postos e centros de serviços também dependem de energia contínua

Outro segmento potencialmente interessado em sistemas de geração de emergência é o de grandes postos de combustíveis e complexos de serviços localizados ao longo das rodovias.

Esses estabelecimentos podem reunir, em uma mesma área, restaurantes, lojas de conveniência, oficinas, hotéis, câmaras frigoríficas, sistemas de abastecimento e instalações destinadas ao atendimento de caminhoneiros.

A falta de energia pode interromper bombas de combustíveis, prejudicar a conservação de alimentos e provocar a suspensão de serviços essenciais ao funcionamento do empreendimento.

Em determinados complexos de grande porte, a utilização de grupos geradores permite preservar parte das atividades durante falhas da rede elétrica.

No entanto, a solução de 3 MW tende a ser mais adequada a operações com demanda elétrica elevada, não necessariamente a postos convencionais, que normalmente podem ser atendidos por equipamentos de menor potência.

A expansão da infraestrutura de recarga de veículos elétricos também torna relevante o planejamento energético de áreas de serviço rodoviário, embora a utilização de geradores a diesel para esse fim dependa de análise técnica, econômica e ambiental.

Indústrias e centros logísticos às margens das estradas

A localização de grandes empreendimentos industriais e logísticos junto às rodovias é outro fator que aproxima o lançamento da realidade do setor de transportes.

Armazéns frigorificados, centros de distribuição, instalações de processamento de alimentos e determinadas plantas industriais precisam garantir a continuidade de equipamentos e processos mesmo quando ocorrem problemas na rede elétrica.

Nesses casos, o fornecimento emergencial de energia pode contribuir para evitar perdas de produtos, interrupção de sistemas informatizados e paralisação de atividades.

A tecnologia do QSK78 foi desenvolvida para responder rapidamente às mudanças de carga, uma característica importante em instalações que não podem permanecer longos períodos sem alimentação elétrica.

A própria Cummins inclui aplicações comerciais, industriais e de missão crítica entre os mercados atendidos pela linha Centum QSK78.

Gerador pode entrar em operação em menos de dez segundos

Um dos principais atributos divulgados pela fabricante é a capacidade de os grupos geradores receberem carga em menos de dez segundos, conforme a configuração da instalação.

A resposta rápida é particularmente relevante para sistemas que precisam restabelecer o fornecimento elétrico após uma interrupção.

A plataforma Centum QSK78 utiliza motor de 18 cilindros em V, sistema de injeção eletrônica Modular Common Rail (MCRS) e turbocompressores Cummins HPRC.

A fabricante também destaca o alternador STAMFORD S9, com tecnologia de refrigeração CoreCooling, e o sistema de controle PowerCommand, responsável pelo monitoramento, proteção e gerenciamento dos equipamentos.

Esse sistema permite coordenar diferentes grupos geradores operando em paralelo, distribuindo a carga entre as unidades.

Em uma instalação crítica, a utilização de vários equipamentos pode oferecer flexibilidade operacional e redundância, desde que o projeto elétrico seja desenvolvido para essa finalidade.

Para cargas que não admitem qualquer interrupção, como determinados equipamentos de informática e telecomunicações, os geradores precisam ser combinados com sistemas de alimentação ininterrupta, conhecidos como UPS ou nobreaks.

Crescimento dos Data Centers impulsiona investimentos
Embora o novo QSK78 tenha aplicações potenciais em diferentes atividades econômicas, o mercado de Data Centers continua sendo o principal foco comercial do lançamento.

O crescimento dos serviços de inteligência artificial, computação em nuvem e processamento de dados tem elevado as exigências de fornecimento de energia para grandes instalações digitais.

De acordo com a Cummins, esse segmento poderá responder por até 20% do crescimento da receita da companhia no Brasil nos próximos cinco anos.

Leandro Vilhena, gerente de Data Center da Cummins Brasil, destaca a importância de dimensionar os sistemas de energia conforme as necessidades de cada empreendimento, considerando as condições de instalação, as futuras expansões e o suporte técnico durante a operação.

Para concessionárias de rodovias, grandes áreas de serviços e indústrias, a evolução dessa tecnologia amplia as alternativas disponíveis para projetos de energia de emergência.

A decisão de investimento, entretanto, deve considerar não apenas a potência do equipamento, mas também o consumo de combustível, a autonomia, os custos de manutenção, o ruído, as emissões e a existência de outras soluções, como sistemas de armazenamento de energia em baterias.

 

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