MAIS UM: Este é o terceiro acidente envolvendo ônibus de Goiás. O primeiro foi em 27 de janeiro, na madrugada, na BR-153, em Goiânia; o segundo, caso ocorreu no dia 23 de fevereiro, com o ônibus que seguia de Goiânia para São Paulo, tombou na Via Anhanguera em Orlândia )SP), e deixou dez feridos, sendo quatro em estado grave. Foto: Divulgação

Os primeiros dados de acidentes, mortos e feridos nas rodovias brasileiras durante o período do carnaval indicam, até o momento, 148 mortos na pista e 2.181 feridos. As informações de mortes referem-se à soma das estradas federais (83) com a de rodovias de nove estados (SP, MG, PR, RS, SC, MS,CE,GO e RJ) e do DF, que atingiu 65. No caso dos feridos, o total refere-se a apenas sete estados, já que Rio de Janeiro, Ceará e Goiás ainda não informaram número preciso de feridos e os demais ainda não há nenhum dado

Considerando que ainda faltam os dados de mortos de rodovias estaduais de 16 estados e de feridos em 19 deles, o Estradas.com.br estima que o número total estará muito próximo dos 180 mortos na pista previstos pelo coordenador do SOS Estradas, Rodolfo Rizzotto, para este período, bem como dos 3.000 feridos.

Importante ressaltar que, segundo dados de média mundial, que costumam se repetir no Brasil, dos feridos registrados na pista, em média, 20% deles são graves e um a cada cinco vem a falecer até 30 dias após os acidentes, ou seja, 5% do total de feridos.

Portanto, pode-se estimar que pelo menos mais 109 pessoas vão morrer dos 2.181 feridos registrados parcialmente nas rodovias do país; o que já elevaria o total de mortos, no período do carnaval, para 257, muito próximo dos 300 estimados pelo Estradas; principalmente porque ainda faltam os dados de mortos em 16 estados e de feridos em 19.

No caso das rodovias federais, é importante destacar que o trabalho da PRF está sendo aprimorado ano a ano e, neste carnaval, ganhou o valioso apoio da Força Nacional. É preciso aumentar o quadro da PRF, que ajudaria a obter resultados ainda melhores com mais equipamentos e com o quadro mínimo de 13.500 policiais rodoviários, contra os menos de 10 mil de hoje.

Na avaliação do coordenador do SOS Estradas, Rodolfo Rizzotto, investir na PRF é um ótimo negócio: “Em primeiro lugar, poupamos vidas, o que não tem preço. Além disso inibimos a criminalidade, seja o tráfico ou o contrabando e transporte de armas e munições. Mas a simples redução de acidentes já paga o investimento porque reduz despesas no sistema de saúde, na combalida Previdência e ainda beneficia as atividades econômicas pela maior fluidez do tráfego e redução de custos operacionais”, explica Rizzotto.

Dos dados apurados pelo Estradas.com.br, São Paulo foi o mais grave, pois registrou 21 mortes nas rodovias estaduais, 426 feridos, sendo 96 graves (22% do total de feridos). Minas Gerais vem em segundo lugar, com 18 mortos e 230 feridos, e Paraná teve nove mortos e 95 feridos; já o Ceará registrou oito mortos na pista, o dobro do ano passado, mas não informou os feridos. Todos esses dados são pertinentes às rodovias estaduais.

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