Trecho da estrada onde a pavimentação está parada voltou a se transformar em um lamaçal com as chuvas do fim de semana

O que começou como um sopro de esperança para um velho problema acabou agravando uma novela que se arrasta há mais de três décadas no Vale do Rio Pardo. Em 2016, depois de inúmeras reivindicações da comunidade, a  pavimentação da ERS-403, entre Rio Pardo e Cachoeira do Sul, foi retomada. Depois de dois meses, no entanto, a obra foi  novamente abandonada e a estrada, que já era péssima, ficou ainda mais precária.

Júlia Carvalho Paz, moradora da localidade de Arroio das Pedras – onde está um dos piores trechos da rodovia, em Rio Pardo –, viu de perto a evolução do problema. “Antes deles intervirem a estrada estava esburacada, mas dava para transitar. Agora, quando chove, o barro toma conta e fica impossível”, contou. Segundo a estudante de Educação Física, são comuns os casos de ônibus e carretas que atolam e derrapam no local. Alguns, inclusive, chegam a tombar na pista.

Não bastasse a lama, a chuva piora o estado dos buracos. “Eles deixaram até um canteiro de terra no meio da estrada. Ali, quando chove vira barro e, quando seca, fica com buracos enormes.” Aos 47 anos, a mãe de Júlia, Ordezina Carvalho Paz, é funcionária da Escola Estadual João Habekost e, às vezes, precisa ir a pé para o trabalho porque o carro não consegue percorrer o lamaçal. “E ela não é a única. Os professores e os alunos enfrentam esses problemas diariamente”, desabafou a filha. Com a chegada do outono e o aumento da chuva, a situação preocupa a população. A estiagem, contudo, também é temida, já que provoca grandes nuvens de poeira, dificultando a visibilidade de quem trafega por ali.

O que diz o Daer

O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) informou que está buscando a revisão do contrato para a pavimentação do quilômetro 18 ao 24 (em Rio Pardo) com a empresa Arcol, em razão do descumprimento do cronograma de trabalhos. Enquanto providencia a solução, a empresa afirma que são realizados serviços de patrolagem rotineiros. O último foi na semana passada, mas os reparos já voltaram à estaca zero em razão da chuva do fim de semana.

Em relação ao trecho entre os quilômetros 24 e 43 (no acesso a Candelária), o Daer afirmou que a empresa Conpasul está executando obras de pavimentação com recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). Não há uma data prevista para a conclusão das obras nesses locais. Já dos quilômetros 0 ao 18 e 43 ao 62, onde a rodovia é asfaltada, o órgão informou que realiza manutenções de rotina.

Fonte: GAZ

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