GREVE DESCARTADA: A paralisação dos caminhoneiros prevista para ocorrer nos dias 1º e 2 de fevereiro, está descartada, conforme declaração manifestada pela Conftac, que reúne várias associações e federações do Brasil. Foto: Aderlei de Souza

Conforme apurou o Estradas, diversos estabelecimentos na Via Dutra (BR-116), principal corredor de transporte do País, não fizeram menção à paralisação; NTC é contra a greve

Está descartada a greve dos caminhoneiros prevista para os dias 1º e 2 de fevereiro, conforme declaração manifestada pela Confederação Nacional dos Caminhneiros e Transportadores Autônomos de Bens e Cargas (Conftac), que reúne várias associações e federações, entre elas: Federação dos Caminhoneiros do Rio Grande do Sul (FECAM/RS), Federação de São Paulo (FECAM/SP), Federação de Minas Gerais (FETAC/MG) e FECAVRE/SP, juntamente com os seus Sindicatos filiados, legalmente constituídos e devidamente registrados e com a diretoria da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (ABCAM).

Segundo o Conftac, uma das principais reivindicações dos caminhoneiros é justamente o cumprimento da tabela mínima de fretes no transporte rodoviário de cargas, além do preço do diesel e o fim da política de preços da Petrobras, que permite a oscilação dos preços dos combustíveis de acordo com a variação do dólar e do petróleo no mercado internacional.

De acordo com o presidente da Conftac, José da Fonseca Lopes, o momento é muito delicado por conta da pandemia, mas foi agravado pela insegurança jurídica em decorrência da ação de pedido de inconstitucionalidade. “No mercado de contratação de fretes, uma grande parcela de empresas não respeita a tabela, sujeitando o caminhoneiro por necessidade, a transportar mercadorias por um valor muito aquém do que ele precisa para se manter, cuidar da família e manter a manutenção preventiva e emergencial de veículo”, frisou.

Lopes disse também que a maioria concorda que o momento não é oportuno para a realização de um movimento de paralisação, visto os danos irreparáveis que podem ser gerados para a sociedade brasileira. “A maioria é contrária à especulação política escancarada de alguns, ávidos por obter benefícios escusos sobre a já dolorida experiência da pandemia da Covid19. Portanto, apesar de todo o respeito que dedicamos àqueles cujo o pensamento difere desse, acreditamos que esse não é o momento apropriado para um movimento de paralisação, em respeito a uma sociedade que não pode nesse momento arcar com o desabastecimento e outras consequências”, ressaltou.

Inclusão em pauta de votação

O presidente José da Fonseca Lopes enviou Ofício ao Ministro do STF, Luiz Fux, requerendo que se coloque em votação a ADI 5956, que questiona a constitucionalidade da Lei 13.703/2018, que institui a política nacional de pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas.

Veja na íntegra a Nota Oficial da Conftac

O Estradas entrou em contato com diversos Pontos de Parada em rodovias, em locais estratégicos, sendo que na Via Dutra (BR-116), um dos principais corredores de transportes do Brasil, vários comerciantes não fizeram menção à paralisação; assim como no Sul do país, onde há algumas conversas sobre a questão, mas nada contundente.

NTC não apoia movimento

Outra entidade que também se mostra contrária à paralisação é a NTC. Veja a íntegra da nota oficial assinada pelo seu presidente Francisco Pelucio:

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), entidade representativa do segmento empresarial do transporte rodoviário de cargas no país, em face das notícias de paralisação dos caminhoneiros a ser deflagrada em 01 de fevereiro
próximo, vem manifestar sua posição frontalmente contrária a toda e qualquer paralisação dos serviços de transporte, considerado essencial par a garantia do abastecimento no País.

As empresas transportadoras, pela sua entidade de representação, manifestam ao povo brasileiro o seu compromisso em manter a atividade em todo o território nacional, esperando das autoridades federais e dos estados a adoção das medidas necessárias para impedir o bloqueio nas rodovias, assegurando que o abastecmento não será comprometido uma vez assegurada a livre circulação dos veículos transportadores nas rodovias.

A NTC coloca-se à disposição das autoridades para contribuir com a manutenção da regularidade das operações de transporte em todo o território nacional.”

(*) Matéria atualizada às 10h10 de 29/01/21, com a Nota Oficial da NTC

4 COMENTÁRIOS

  1. Se não dá para fazer greve por conta da pandemia, lanço aqui uma greve mais tranquila. Todo caminhoneiro deve dirigir a 30 KM/h assim irá ocorrer o atraso e vão mostrar que sem condições o atraso é inevitável.

  2. Bem acertada a decisão de não paralisar. Sei que nos bastidores do governo federal existe sim um diálogo para resolver as reivindicações da classe. Sei também demora alguns dias para se resolver. O problema não é o GF e sim a política de preços. Juntos Governo e classe iram vencer. No momento à luta é contra a covid 19. Vamos vencer essa batalha e tufo voltará ao normal. Avante companheiros.

  3. Por gentileza corrige para mim a postagem anterior que eu enviei.

    Só corrigir a frase onde eu digo:

    Bem acertada a decisão de não paralisar.

    Eu quis dizer “Bem acertada a decisão de paralisar”.

    Por favor corrigir caso seja aprovado meu comentário. Agradeço

    Bem acertada a decisão de paralisar. Sei que nos bastidores do governo federal existe sim um diálogo para resolver as reivindicações da classe. Sei também demora alguns dias para se resolver. O problema não é o GF e sim a política de preços. Juntos Governo e classe iram vencer. No momento à luta é contra a covid 19. Vamos vencer essa batalha e tufo voltará ao normal. Avante companheiros.

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