FALTAM OBRAS: Apesar de estar à frente da administração da BR-262, há quatro anos, a concessionária Triunfo Concebra duplicou apenas 13% do trecho devido e o restante segue sem previsão. Foto: Divulgação

No período, a concessionária faturou quase R$1 bilhão, mas alega que o travamento de linha de financiamento subsidiada pelo BNDES inviabilizou a obra

A Triunfo Concebra, empresa concessionária que administra a BR-262, completou quatro anos de operação, no trecho que liga Uberaba a Belo Horizonte, no mês de junho. A empresa duplicou apenas 13% do trecho devido e o restante segue sem previsão.

O motorista uberabense que se desloca até a capital do Estado paga R$18,80 de tarifa de pedágio e trafega a maior parte do trecho em pista simples. Para aumentar a insatisfação, os motoristas enfrentam trechos com buracos. A empresa começou a cobrança de pedágio em junho de 2015 e parte do trecho duplicado está entre Uberaba e Campo Florido, cerca de 70 quilômetros.

Atualmente, não há registro de nenhum ponto de obras de duplicação. A empresa concessionária afirma que financiamento junto ao BNDES, não concedido, travou a realização das obras. A empresa tenta uma renegociação com o governo federal e ameaça devolver a concessão do trecho.

O deputado estadual Heli Andrade afirma que está atento às demandas da região de Uberaba e revelou que em Belo Horizonte cogita-se até uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a situação. A Triunfo Concebra administra as BRs 262 e 153, e nos quatro anos, recém-completados, faturou R$921 milhões. Ao Jornal da Manhã, a concessionária respondeu, em nota, que: “Desde 2014 ela opera a rodovia e disponibiliza aos usuários o serviço emergencial médico e mecânico e os trabalhos de manutenção e conservação da malha viária, correspondendo a mais que a metade da receita”, expõe.

De acordo com a empresa, o socorro emergencial médico, prestado pela concessionária, essencial para a concessão, também desonerou uma parte dos atendimentos realizados pelo Samu e Bombeiros dos municípios que focam o atendimento dentro das cidades. A concessionária expressou, ainda, que mantém todo o trabalho de manutenção da rodovia como: roçada de mato, manutenção de sinalização vertical e horizontal, manutenção asfáltica e sistemas de drenagem.

Por fim, afirmou que “a não liberação do financiamento do BNDES com juros subsidiados, conforme consta junto ao edital de licitação, inviabiliza a continuidade das obras, pois a aquisição de financiamento com juros de mercado não é viável economicamente e que aguarda a reprogramação das obras pela agência reguladora para estabelecer novo cronograma de acordo com o nível de serviço de cada trecho”.

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