A rodovia Lix da Cunha (SP-73) – conhecida como estrada velha de Indaiatuba – poderá ser
incluída no pacote de concessão de rodovias do governo do Estado de São Paulo. A
concessionária Colinas – que já administra rodovia Santos Dumond (SP-75) – pediu a
incorporação da estrada que liga Campinas a Indaiatuba em seu pacote. Segundo fontes
da AAN, a estrada – se duplicada – poderá facilitar tanto o acesso à produção rural e
industrial quanto o escoamento para o mercado interno e externo.
Porém, os moradores dos 20 bairros que margeiam a rodovia – que liga Campinas a
Indaiatuba – ao mesmo tempo que estão preocupados com instalação de praças de
pedágio, reconhecem que a concessão poderá trazer melhorias.
O deputado estadual Renato Simões (PT) impetrou na semana passada uma
representação no Ministério Público de Indaiatuba em que pede investigação sobre
autorização informal de se instalar uma praça de pedágio na SP-73. “Questionamos a
decisão porque os moradores da região não foram ouvidos” , criticou.
A SP-073, segundo fontes da AAN é atrativa e estratégica para a Rodovias das Colinas
porque a sua duplicação deverá facilitar muito o acesso da produção rural e industrial para
o mercado interno e até para importadores e exportadores de todo o interior do Estado de
São Paulo. Com melhorias e duplicação, a Estrada Velha de Indaiatuba poderá ligar com
maior rapidez mercadorias do Aeroporto Internacional de Viracopos e do interior do Estado
de São Paulo ao Porto de São Sebastião e de Santos e às regiões metropolitanas de
Campinas, São Paulo, Vale do Paraíba e Baixada Santista.
Além disso, a estrada Velha de Indaiatuba poderá facilitar o acesso até as rodovias
Anhangüera (SP-330), Magalhães Teixeira (SP-083), Dom Pedro (SP-065), Bandeirantes
(SP-348) e Santos Dumont (SP-075), servindo como braço de acesso fundamental ao
Corredor de Exportação de São Sebastião, que está sendo modernizado.
Atualmente, a SP-73 liga Campinas até Indaiatuba, partindo do Trevo Engenheiro Sérgio
Motta – acesso para a Rodovia Santos Dumont e para a Rodovia Anhangüera, altura do km
92. A rodovia, administrada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (Dersa), tem
pista única e duas mãos. Está asfaltada até a Estrada Vinhedo-Valinhos (SP-324), entre
os bairros Jardim São Domingos e Jardim Marisa, em Campinas, que estão próximos do
Aeroporto de Viracopos. O restante da pista é de terra até Indaiatuba, passando por uma
área exclusivamente rural e de difícil acesso.
Na parte asfaltada há um fluxo contínuo de veículos e caminhões nos dois sentidos e os
usuários reclamam da falta de acostamento, segurança, manutenção e iluminação. É
muito movimentada porque serve como acesso a trabalhadores, estudantes e moradores.
Na região estão instaladas a Fundação Bradesco, a Fazenda Sete Quedas, uma Pedreira,
uma Usina de Asfalto, depósitos de sucata, o pátio da Polícia Militar e uma área rural,
além de algumas empresas.
O fluxo de veículos na pista de asfalto é contínuo também porque o local abriga moradores
de pelo menos 20 bairros residenciais, incluindo o Jardim do Lago, Parque Oziel, Monte
Cristo, Gleba B, Jardim Conceição, Jardim Nossa Senhora de Lourdes, Campo Belo,
Jardim Noêmia, Jardim São Domingos, Vila das Palmeiras, Cidade Singer, Jardim Marisa
e outros.
Em estudo
A Agência Reguladora dos Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) informou, por
meio de sua assessoria, que o pedido está sendo analisado pelo Departamento Jurídico.
Em relação à instalação de um novo pedágio que a decisão de instalar ou não só será
tomada após o estudo de que tipo de investimentos serão feitos na estrada e quais serão
as contrapartidas.
Em nota oficial, a Colinas informou que “tanto as razões quanto a própria incorporação
estão em estudo, portanto, não temos condições de fazer qualquer afirmação a respeito”




