De acordo com a pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) de Rodovias 2010, 14,7% das rodovias brasileiras avaliadas são classificadas como ótimas, 26,5% como boas, 33,4% são regulares, 17,4% estão ruins e 8%, péssimas. Quando a análise foca o Rio Grande do Sul, 28,6% são consideradas ótimas, 38,2%% como boas, 25,8%% são regulares, 6,1% estão ruins e 1,3% péssimas.

Durante 37 dias (de 3 de maio a 8 de junho), 15 equipes de pesquisadores avaliaram as condições de conservação do pavimento, da sinalização e da geometria viária de 90.945 quilômetros, que incluem toda a rede federal pavimentada e a malha constituída pelas principais rodovias estaduais. Nesse último ano, conforme o levantamento, houve uma melhoria na situação das rodovias brasileiras.

Em 2009, a Pesquisa CNT de Rodovias analisou 89.552 quilômetros. O percentual de rodovias ótimas foi de 13,5% e de boas, de 17,5%. As regulares somaram 45%. E os índices de ruins ou péssimas foram de 16,9% e 7,1%, respectivamente. Comparativamente ao ano de 2009, é possível observar uma melhoria na extensão do pavimento classificado como ótimo ou bom de 8,3 pontos percentuais. Com relação à sinalização, também houve melhoria na extensão dos trechos, apontados como ótimos ou bons em 5,7 pontos percentuais.

Na avaliação do presidente da CNT, Clésio Andrade, a melhoria da situação rodoviária nacional é reflexo do maior investimento em obras de infraestrutura. De 2007 a agosto de 2010, o governo federal investiu R$ 27,71 bilhões em infraestrutura de transportes. Na opinião da professora do Curso Tecnólogo em Logística da Ulbra, Dalva Santana, as condições das rodovias brasileiras são apenas regulares.

“Ainda é preciso melhorar”, defende Dalva. Ela argumenta que estradas ruins trazem prejuízos com a perda de produtos e colocam em risco a segurança dos motoristas. “Hoje, as empresas nacionais são competitivas da porta para dentro, mas são prejudicadas no momento de transportar suas mercadorias”, aponta a professora. Dalva acredita que a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) contribuirão para aumentar os investimentos nas estradas. Quanto às rodovias gaúchas, ela comenta que a qualidade da estrutura é melhor do que a verificada em outros estados, principalmente, devido ao planejamento do setor que é realizado no Rio Grande do Sul.

A Pesquisa CNT de Rodovias avalia a situação das rodovias a partir da perspectiva dos usuários, tanto sobre o aspecto da segurança quanto do desempenho. A metodologia baseia-se em normas técnicas de engenharia viária e permite a identificação de elementos necessários ao planejamento do transporte e também à gerência das rodovias.

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