Em reunião com acionistas promovida pela corretora Souza Barros, a OHL Brasil (OHLB3) revelou estar realizando testes no estado de São Paulo para implementação do sistema de cobrança por quilômetro rodado nas rodovias sob sua concessão e aponta a forma de cobrança como principal obstáculo.

“Ainda é um sistema muito novo, que demanda estudo e tecnologia, mas entendemos que a tendência do mundo é ser aliado desse sistema. As regras do jogo ainda não foram definidas. Os projetos atuais foram pensados da forma de haver uma barreira e uma cobrança em determinado ponto da rodovia. Sem essa barreira, precisamos pensar em formas de cobrança para garantir a rentabilidade e permitir novos investimentos”, afirma Alessandro Levy, diretor de Relações com Investidores da OHL.

Um dos principais pontos de discussão do projeto, segundo a companhia, é a questão da inadimplência, uma vez que sem essas barreiras, a cobrança precisará ser realizada eletronicamente, como por cartão de crédito, por exemplo. “Tem como controlar (inadimplência”, mas é um dos fatores que torna esse projeto mais difícil de ser realizado hoje. Entretanto, daremos continuidade a ele e teremos essa tecnologia mais para frente”, conclui Levy.