Em 2006, a Índia assumiu o lugar da China com maior número de mortes nas estradas, e continua avançando – apesar de uma população fortemente agrária, uma população menor que a da China e muito menos carros do que muitos países ocidentais.
Embora as mortes nas rodovias em muitas outras importantes economias tenham diminuído ou se estabilizado nos últimos anos, mesmo com o aumento nas vendas de automóveis, na Índia as mortes aumentaram drasticamente – até 40% em cinco anos, para mais de 118 mil em 2008, o último ano do qual se tem dados disponíveis.
Uma combinação fatal de falta de planejamento das estradas, fraca fiscalização da lei, um aumento de carros e caminhões, e uma inundação de motoristas sem treinamento adequado transformaram a Índia na capital mundial da morte nas estradas.
Enquanto a economia em rápido crescimento e a população gigante do país aumentam a importância da Índia no cenário mundial, o aumento nas mortes no trânsito é um lembrete de que o governo ainda tem dificuldades em manter oferecer segurança aos mais de um bilhão de habitantes.
Por outro lado, na China, que também passou por uma explosão do número de automóveis, as mortes nas estradas caíram durante grande parte da última década, para 73.500 fatalidades em 2008, à medida que novas rodovias separam os carros dos pedestres, tratores e outros tipos de tráfego lento, e o governo toma rígidas medidas contra os motoristas alcoolizados e outras violações das leis de trânsito.
Evidências de acidentes nas estradas parecem estar por toda parte na Índia urbanizada.As estradas e cruzamentos das cidades costumam brilhar com os pedaços de vidro de parabrisas quebrados, e são repletos de sapatos sem o par, bancos de bicicleta rasgados e pedaços de capacetes de motociclistas.
Relatos de caminhões que capotam e ônibus em alta velocidade são comuns nos jornais, e é raro conhecer alguém na Índia urbanizada que não perdeu nenhum membro da família, amigo ou colega num acidente de trânsito.




