Teresa Fontaine, de 47 anos, uma das proprietárias da Casa do Alemão, morreu após ser baleada na noite de domingo na Rodovia Washington Luiz, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde bandidos atacaram o carro em que ela viajava no banco do carona. A vítima tinha ido a Petrópolis visitar parentes e voltava para o Rio com o marido, que estava ao volante, e o filho do primeiro casamento, Leon, de 8 anos. Logo após o automóvel deixar um posto de gasolina, foi interceptado por dois veículos, e um dos criminosos fez os disparos. A notícia, publicada na coluna de Lu Lacerda no G1, foi confirmada na noite desta segunda-feira pela assessoria de comunicação da rede de lanchonetes. Na manhã desta terça-feira, lojas da Casa do Alemão, em Petrópolis, estão fechadas.

Uma das balas atingiu pulmão da empresária

De acordo com a polícia, um bandido atirou no veículo do casal, e uma das balas atingiu o pulmão da empresária, que morreu a caminho do Hospital Federal de Bonsucesso. Os criminosos fugiram, e não há pistas sobre o motivo do assassinato.

Em entrevista ao “RJ-TV”, da TV Globo, o marido de Teresa, o engenheiro Francisco Santana, contou que, assim que saiu do posto de gasolina, foi interceptado pelos criminosos:

— Depois de abastecer, saindo da (pista) lateral para a principal, na bifurcação, um carro parou na nossa frente, e eu, até alertado pela minha mulher, desviei. Na hora de desviar o carro, uma pessoa saiu do veículo e deu dois tiros na nossa direção — contou Francisco.

O filho de 8 anos da vítima, que estava no banco de trás, não se feriu. O engenheiro contou que os criminosos fugiram logo em seguida e que ele procurou socorrer a mulher. Foram quase 20 quilômetros percorridos até chegar ao batalhão da Maré (22 BPM), na Linha Vermelha. De lá, ainda com vida, Teresa foi levada para o Hospital Federal de Bonsucesso, mas não resistiu.

— Tinha que haver um policiamento ostensivo naquela rodovia, principalmente em Caxias. Para você ter uma ideia, eu só achei um policial na Linha Vermelha, quando eu parei dentro do batalhão. Até lá eu não encontrei qualquer viatura, não encontrei nada — desabafou Francisco na entrevista ao “RJ-TV”.

De acordo com amigos da família, parentes da empresária estão desorientados e não sabem dizer o motivo do crime, se foi uma tentativa de assalto ou de sequestro.

— Estão todos muito abalados. Ninguém entende a situação. Teresa e o marido haviam chegado há pouco tempo de viagem, passaram quase duas semanas em Paris com o filho. Ela estava tão feliz, cheias de planos… Como podem dar um tiro nela assim? — disse o designer Marzio Fiorine, de 49 anos, amigo de infância da empresária.

Policiais rodoviários em busca dos bandidos

Cerca de 50 pessoas acompanharam o velório da empresária, no Cemitério de Petrópolis. O corpo será sepultado nesta manhã. Parentes que acompanham a cerimônia não quiseram conversar com a imprensa.

O caso foi registrado na 21 DP Bonsucesso), mas será investigado pela 59ª DP (Duque de Caxias), por ser a delegacia da área onde ocorreu o crime. Nesta segunda, policiais rodoviários federais passaram o dia à procura de pistas dos bandidos. O delegado titular da 59ª DP não foi encontrado para comentar a investigação.