DNIT está promovendo a realocação de moradores do entorno da ponte do Guaíba, no Rio Grande do Sul, para a finalização da obra. Foto: Divulgação

Para concluir a obra, DNIT precisa realojar cerca de 1.700 famílias de três áreas, onde parte do traçado da nova estrutura passa

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), por meio de sua Superintendência Regional no Estado do Rio Grande do Sul, realizou, na última semana, mais um mutirão de conciliação para a desapropriação de imóveis para a construção da nova ponte do Rio Guaíba, responsável por ligar Porto Alegre com a região sul do Estado.

A construção da ponte é esperada há décadas. Só que o traçado passa por cima de três áreas da capital do Rio Grande do Sul. Assim, para conseguir a licença ambiental e seguir com a construção, importante também por ligar o Brasil com os países do Mercosul – Uruguai, Argentina e Chile -, o DNIT se comprometeu a realocar essas famílias e dar uma destinação digna a essas pessoas. Até o momento, com 84% da obra concluída, cerca de 550 ações já foram ajuizadas pelo órgão. No total, cerca de 1.700 famílias precisarão ser realocadas.

Na Justiça Federal, o DNIT e as famílias negociam os valores das indenizações. A autarquia oferece três opções para os moradores: a compra assistida, na qual o órgão adquire um imóvel para a família – o valor varia de R$ 152 mil, para famílias de até cinco pessoas, e R$ 178 mil, se houver mais de cinco –; uma indenização e, por último, a construção de uma nova residência, neste caso, em outro ponto da cidade.

Extensão

O empreendimento terá uma extensão de 12,3 quilômetros com um total de cinco quilômetros de trecho em aterro e 7,3 quilômetros em obras de artes especiais (ponte sobre os canais navegáveis, elevada, viadutos e alargamento da ponte Saco da Alemoa). Com 28 metros de largura nos vãos principais, a pista contará com duas faixas de rolamento com acostamento e refúgio central. O DNIT prevê que 50 mil veículos utilizem a nova ponte diariamente.

O desafio desta construção é o fato de a obra atravessar uma Unidade de Conservação Ambiental, o Parque Estadual Delta do Jacuí, e necessitar de atenção especial durante a sua execução. Os programas ambientais previstos no processo de licenciamento ambiental nortearão as ações de mitigação, controle e monitoramento para que seja possível assegurar a manutenção da qualidade ambiental das áreas impactadas.

A nova travessia do Guaíba está sendo construída sobre a água a partir de peças pré-moldadas que são fabricadas em canteiros industriais e montadas no local definitivo. A estrutura em elevada permitirá que a fauna e a flora nativas possam manter o fluxo gênico entre as porções cortadas pela ponte. A obra teve início em outubro de 2014.

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