As mortes por COVID-19 atingem o mesmo número das mortes anuais no trânsito

Nos últimos anos mais de 1,3 milhão de pessoas morrem no trânsito. O custo diário para o Brasil é de R$ 800 milhões. São mais de 100 mortes por dia e pelo menos 600 vítimas com invalidez permanente, segundo as indenizações pagas pelo DPVAT. 

Violência no trânsito é uma pandemia anual

Neste domingo, quando é celebrado o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito, os mortos por Covid-19 vão atingir a marca de 1,3 milhão de pessoas mortas pela doença. Mesmo número estimado de mortos no trânsito em 2019, segundo a Organização Mundial da Saúde, ou seja, 1,3 milhão de vítimas fatais. Os feridos no trânsito podem ser 50 milhões por ano, segundo a mesma OMS.

Portanto, violência no TRÂNSITO É UMA PANDEMIA ANUAL que poderia ser evitada. No Brasil o custo dos acidentes de trânsito é estimado pela Escola Nacional de Seguros em 4% do PIB. Mesmo percentual que a Organização Mundial da Saúde estima para países como o Brasil.

Acidentes de trânsito custam R$ 800 milhões por dia para o país

Isto significa R$ 292 bilhões de prejuízos, na soma dos custos imediatos e na perda de capital humano, além do custo para a Previdência dos 230 mil inválidos registrados em 2019 pelo DPVAT, ao longo de décadas.

Portanto, o custo dos acidentes de trânsito por dia no Brasil pode ser estimado em R$ 800 milhões por dia, considerando os R$ 292 bilhões anuais divididos por 365 dias.

 Custo de 21 dias de acidentes nas rodovias federais equivale ao orçamento anual da PRF

Estimativa realizada pelo SOS Estradas, utilizando dados do IPEA, indica que os custos de curto prazo dos acidentes nas rodovias federais em apenas 21 dias é equivalente ao orçamento da Polícia Rodoviária Federal para todo o ano de 2019, cerca de R$ 750 milhões. São R$ 13 bilhões de prejuízo por ano com os acidentes somente nas rodovias federais e R$ 30 bilhões nas estaduais e municipais.

Redução de 10% dos acidentes todos os anos, por uma década, economizaria R$ 1,2 trilhão

“Caso tivéssemos redução de 10% dos acidentes no país, a cada ano, por dez anos, economizaríamos R$ 1,2 trilhão numa década. Mais do que conseguimos com a Reforma da Previdência para o mesmo período. Sem contar que estaríamos preservando vidas.“ Esclarece o Coordenador do SOS Estradas, Rodolfo Rizzotto.

Todo terceiro domingo de novembro é celebrado o Dia Mundial em Memória das Vítimas de

Trânsito, o SOS Estradas espera que as autoridades, sociedade e cidadãos reflitam sobre sua responsabilidade nesses números, que são pessoas e não simplesmente estatísticas.

Nosso carinho e respeito pelos familiares das vítimas que perderam seus entes queridos, por aqueles que sofrem as consequências dos acidentes, como a invalidez que afeta toda família. Um pai que perdeu um filho não aparece nas estatísticas mas é um mutilado. Essa dor não se mede em números e jamais cicatriza.

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