Estão sendo distribuídos nas estradas folhetos anunciando nova paralisação nas estradas, organizado por entidades ligadas aos caminhoneiros autônomos e transportadoras, para o próximo dia 08 de setembro.

Embora sem a assinatura do Movimento União Brasil Caminhoneiro, que realizou paralisação de julho, tudo indica que sua liderança está por trás disso. A motivação seria a Lei 12.619, que estabelece limite de tempo de direção para motoristas profissionais. No próprio site da entidade aparece comunicado dizendo que a lei não pode ser aplicada e pleiteando seu adiamento por 12 meses.

Segundo algumas fontes do setor, o objetivo é conseguir o adiamento e trabalhar no Congresso para derrubar a lei. Ontem, na quarta e penúltima reunião realizada pela ANTT, Ministério dos Transportes, entidades de caminhoneiros, Denatran e Ministério Público do Trabalho, foi discutida a possibilidade de adiamento por seis meses o que foi rechaçado pelo MPT.

Os defensores da lei, além da sua importância para a redução de acidentes, já que os caminhoneiros não tem limite de tempo de direção no Brasil, alegam que não há razão para adiamento, já que o limite do tempo de direção é tema que tramitou por 16 anos no Congresso e nenhuma categoria pode alegar ter sido surpreendida com as regras.

Os caminhoneiros empregados são a favor da lei. Quem é contra são algumas transportadoras e parte dos autônomos. Caso ocorra paralisação dos caminhoneiros, comandados pelo MUBC, no próximo dia 08, poderá provocar um caos na volta do feriado. Mas desta vez o movimento não deverá contar com a mesma tolerância da PRF, como ocorreu em Barra Mansa, na Dutra, porque a greve dos patrulheiros, por melhores condições, terminou em acordo com o Governo.