Obras de duplicação da PR-445 exigem planejamento logístico integrado, no Paraná
LOGÍSTICA: Obras de duplicação da PR-445 exigem planejamento logístico integrado, no Paraná. Foto: Divulgação/Setcepar

Precaução deve-se aos constantes bloqueios pelos quais a via passa durante os trabalhos que estão sendo realizados entre os distritos de Lerroville e Irerê, em Londrina

Diante das obras de duplicação de 28 quilômetros da PR-445, entre os distritos de Lerroville e Irerê, em Londrina (PR), os caminhoneiros e os transportadores de carga devem promover um planejamento logístico integrado no sentido de evitar gastos desnecessários.

A obra recebe investimento de R$470 milhões, e trecho representa a etapa final de um conjunto de serviços que deverá ampliar para cerca de 66 quilômetros a extensão duplicada da principal ligação rodoviária entre Londrina e o centro do Paraná.

Além da duplicação, a região também recebe outras melhorias importantes. Em abril, foi inaugurado o novo viaduto de Lerroville, com investimento de R$ 33,4 milhões, enquanto o Lote 4 das concessões rodoviárias prevê R$ 10,8 bilhões em obras, incluindo novos contornos, duplicações, faixas adicionais, vias marginais, pontes e viadutos. Para a unidade de Londrina do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR), esse conjunto de investimentos representa um avanço para a infraestrutura regional, mas reforça a necessidade de que as intervenções sejam planejadas de forma integrada, considerando toda a dinâmica logística do Norte do Estado.

Aliado ao crescimento do agronegócio, da indústria e dos centros de distribuição, houve também aumento significativo no tráfego de caminhões na região nos últimos anos, o que gerou pressão sobre as rodovias, os acessos urbanos e as ligações com distritos industriais e centros logísticos.

Para o Setcepar, a eficiência logística depende de uma visão que vá além das obras executadas em trechos específicos. A circulação das cargas precisa ser analisada de forma completa, desde o deslocamento pelas rodovias até a chegada às indústrias, cooperativas, centros de distribuição e áreas comerciais. Quando essa integração não existe, melhorias pontuais podem apenas deslocar os gargalos para outros pontos da malha viária, reduzindo parte dos benefícios esperados com os investimentos.

Segundo a entidade, a infraestrutura precisa acompanhar o ritmo de crescimento econômico da região, que tem provocado pequenos congestionamentos e/ou dificuldades nos acessos urbanos e, com isso, gerando atrasos, aumentando os custos e reduzindo a eficiência das operações. Daí a necessidade de investir no desenvolvimento da região, tornando o transporte de cargas mais ágil, seguro e competitivo para toda a cadeia produtiva.

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