PERIGO NA MARGEM: A incidência de incêndio às margens das estradas é comum nessa época do ano. Sendo assim, o Governo de SP colocou em ação a Operação Corta-Fogo. para combater essa ocorrência. Foto: Divulgação/Ilustrativa

Ação do governo paulista tem como objetivo minimizar a incidência de queimadas no período da seca

Para evitar e combater incêndios florestais durante os meses mais secos do ano (maio a outubro), o Governo de São Paulo colocou em ação a Operação Corta-Fogo, que envolve o Corpo de Bombeiros, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDEC), Polícia Militar Ambiental (PAmb), Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), Fundação Florestal (FF) e o Instituto Florestal (IF), sob coordenação da Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA).

De acordo com a SIMA, causar incêndio florestal é crime ambiental e o infrator, além do pagamento de multa, pode ser preso de seis a quatro anos.

Ainda segundo a SIMA, essa ação preventiva capacita gestores, funcionários, voluntários do entorno de áreas verdes para atuar na prevenção, controle, monitoramento e combate ao fogo. Em virtude à pandemia da COVID-19 e suas respectivas medidas de prevenção e combate, as ações da Operação Corta-Fogo em 2020 ganharam reforço no formato, material de divulgação e conteúdo virtual.

Incêndios florestais

O fogo não controlado em floresta ou qualquer forma de vegetação, em áreas naturais ou rurais, é considerado incêndio florestal. Tal ocorrência prejudica a vegetação, causa a morte de animais silvestres, aumenta a poluição do ar, diminui a fertilidade do solo, além de oferecer risco de queimaduras, provocar acidentes com vítimas nas estradas e causar problemas de saúde na população.

Estudos apontam que a maior parte dos incêndios florestais são decorrentes de ação antrópica (causados pelo homem de maneira acidental ou intencional). O descuido humano ou a negligência são fatores que aumentam a probabilidade de ocorrências de eventos de fogo sem controle.

Em São Paulo

No estado de São Paulo a ocorrência de incêndios florestais é mais constante entre junho e outubro, sendo agosto e setembro os meses com maior número de eventos.

Diante disso, o Sistema Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais trabalha no sentido de diminuir os focos de incêndio no estado; reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) oriundas das queimadas; proteger áreas com cobertura vegetal contra incêndios; erradicar a prática irregular do uso do fogo e fomentar o desenvolvimento de alternativas ao uso do fogo para o manejo agrícola, pastoril e florestal.

Operação corta-fogo
AÇÕES: Ações de combate e orientação à população são algumas das medidas tomadas pelo Governo de São Paulo.

Operação Corta-Fogo

A Operação Corta-Fogo é formada por diversos órgãos estaduais como a Coordenadoria Estadual de Proteção Defesa Civil (CEPDEC), o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar Ambiental, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a Fundação Florestal (FF) e o Instituto Florestal (IF).

A coordenação do sistema é realizada pela Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, por intermédio da Coordenadoria de Fiscalização e Biodiversidade e a articulação entre essas instituições ocorre por meio do Comitê Executivo, que tem como objetivo delinear ações integradas e complementares.

Para cumprir seus objetivos, a Operação Corta-Fogo desenvolve uma série de atividades de forma permanente ao longo do ano, sendo dividida em fases (VerdeAmarela e Vermelha) de acordo com as necessidades e priorizações que cada período exige. ​

Fases da Operação

Fase verde (janeiro a março; novembro e dezembro)

A fase verde da Operação Corta-Fogo é dividida em duas etapas. A primeira etapa, entre os meses de janeiro e março, é dedicada às atividades de planejamento e início das medidas de prevenção e preparação. No final do ano (meses de novembro e dezembro) é realizada uma avaliação da temporada de incêndios e são iniciados os preparativos para o ano seguinte.

Fase amarela (abril e maio)

A fase amarela requer foco nas ações preventivas e de preparação para enfrentar os incêndios florestais. Durante os meses de abril e maio, as atividades de treinamento, capacitação, elaboração e revisão de planos preventivos e de contingência ganham prioridade.

Fase vermelha (junho a outubro)

Entre os meses de junho e outubro é ativada a fase vermelha da Operação. As ações de combate ao fogo e de fiscalização repressiva são priorizadas e as estratégias de comunicação e campanhas preventivas ganham reforço.

Fonte: Assessoria de imprensa da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA)

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