Com base nisso, o IIHS descobriu que os passageiros do banco traseiro tendem a sofrer lesões mais graves e potencialmente fatais no tórax e na cabeça, mesmo quando os ocupantes da parte da frente do veículo escapam ilesos ou feridos do acidente. Fotos: Divulgação

Uma das falhas observadas pelo IIHS é a falta do sistema de pré-tensionamento do cinto de segurança (que aperta o cinto antes do impacto propriamente dito) nos bancos traseiros

Um novo estudo divulgado na última semana, nos Estados Unidos, sugere que os passageiros que viajam no banco de trás correm mais risco de morrer ou de se ferirem gravemente numa colisão frontal em relação ao motorista e ao passageiro do banco da frente.

Para chegar a tal conclusão, o Insurance Institute for Highway Safety (IIHS), órgão independente financiado pelas seguradoras norte-americanas, analisou vítimas de 117 acidentes reais ocorridos nos EUA em que houve batida de frente.

Com base nisso, o IIHS descobriu que os passageiros do banco traseiro tendem a sofrer lesões mais graves e potencialmente fatais no tórax e na cabeça, mesmo quando os ocupantes da parte da frente do veículo escapam ilesos ou feridos do acidente.

Deixar de usar o cinto de segurança no banco de trás foi um grande fator, mas muitos adultos mais velhos e crianças com mais de 9 anos envolvidas nos acidentes sofreram ferimentos mesmo quando afivelados ao equipamento.

Tem explicação

De acordo com o IIHS, a explicação para o surpreendente resultado do estudo está na atual tecnologia dos cintos dos bancos traseiros, que não evoluiu tanto quanto ao dispositivo no banco dianteiro.

Houve casos em que o passageiro no banco de trás se feriu com o próprio cinto. Em outros, porque o equipamento estava frouxo ou mal ajustado e permitiu que a vítima batesse a cabeça contra o banco da frente.

Diferenças fatais

Uma das falhas observadas pelo IIHS é a falta do sistema de pré-tensionamento do cinto de segurança (que aperta o cinto antes do impacto propriamente dito) nos bancos traseiros, item exclusivos de carros mais luxuosos.

Outro grave problema é a falta de um sistema de airbag frontal para quem viaja no assento de trás, item exclusivo dos ocupantes dos bancos da frente. Apesar dos protótipos de produtos deste tipo, até então, nenhum veículo em produção oferece esse tipo de item, aponta o IIHS.

“Estamos confiantes de que os fabricantes de veículos podem encontrar uma maneira de resolver esse quebra-cabeça no banco de trás, assim como foram capazes de fazer na frente”, conclui David Harkey, presidente do IIHS.

SEM NOÇÃO: Outro grave problema é a falta de um sistema de airbag frontal para quem viaja no assento de trás, item exclusivo dos ocupantes dos bancos da frente, aponta o IIHS

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