
Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), responsável pela rodovia, não informou a data; pavimentação de quase 60 km tem custo de R$222 milhões
Depois de esperar por décadas, os moradores das cidades que são cortadas pela BR-422/PA, estão prestes a ver a pavimentação da via sair do papel. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), responsável pela rodovia, a obra deve ser finalizada no segundo semestre deste ano.
A Transcametá, como é conhecida a BR-442/PA, está finalmente próxima de ter o trecho entre Tucuruí (PA) e Novo Repartimento (PA) completamente asfaltado.
No momento, a Autarquia está realizando serviços de terraplenagem e construindo sistemas de drenagem, entre os dois municípios. Na sequência, será feita a aplicação de pavimento asfáltico em 59,34 quilômetros.
Com custo total que ultrapassa R$222 milhões, a obra representa um marco histórico para a região. Desde sua instalação no início dos anos 80, a rodovia jamais havia sido pavimentada em toda sua extensão, permanecendo como uma das principais demandas da população local e dos produtores rurais da região.
A conclusão da pavimentação da BR-422 deverá mudar totalmente o conceito de mobilidade, entre os municípios paraenses. Além de melhorias significativas aos usuários, a nova rota via BR-230 (Transamazônica) e BR-422 reduzirá o tempo de viagem, entre Marabá (PA) e Tucuruí (PA).
Enquanto o caminho tradicional pela PA-150, passando por Nova Ipixuna (PA), Jacundá (PA), Goianésia (PA) e Breu Branco (PA), demanda até cinco horas para percorrer 273 quilômetros, com a nova rota será possível fazer o trajeto de 252 quilômetros em apenas 3 horas e 40 minutos, oque proporcionará mais conforto aos usuários nos deslocamentos.
O trecho de terra – “terror” para os condutores -, com poeira, no verão, e lama, no inverno, deverá mudar para uma via pavimentada e com condições modernas de trafegabilidade. As antigas pontes de madeira, precárias e de pista única, foram substituídas por estruturas de concreto largas e seguras.

Espera de décadas
A pavimentação da BR-422 teve início oficial em julho de 2022, durante o governo Jair Bolsonaro, com a assinatura da Ordem de Serviço pelo Dnit. O consórcio formado pelas construtoras LCM e Ápia S/A assumiu a responsabilidade pela execução, com investimento inicial anunciado de R$ 176 milhões. Para atender à demanda da obra, foi instalada uma usina de asfalto em Novo Repartimento, garantindo a produção local da massa asfáltica necessária.
O projeto técnico contempla todas as etapas de uma pavimentação moderna: drenagem, terraplanagem, sub-base, base e imprimação. O material utilizado é o CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente), considerado padrão para rodovias federais, complementado por acostamentos, micro revestimento e tachões reflexivos. A sinalização horizontal e vertical, embora prevista no projeto, ainda está em fase de implementação.
As obras enfrentaram interrupções típicas da região amazônica, sendo suspensas durante os períodos chuvosos para preservar a qualidade dos serviços. Em maio de 2024, cerca de 30 quilômetros já haviam recebido o pavimento asfáltico, partindo de Novo Repartimento em direção a Tucuruí, enquanto os 30 quilômetros restantes aguardavam o fim do inverno amazônico para receber a camada asfáltica final.

Importância
A BR-422 tem início no entroncamento com a BR-230 (Transamazônica), criando uma rede eficiente de transporte, ligando a região a municípios estratégicos como Altamira e Marabá, fundamental para o agronegócio paraense, que facilita o escoamento da produção rural e reduz os custos e o tempo de deslocamento.
A rodovia beneficia diretamente os moradores de Novo Repartimento (PA) e Tucuruí (PA), mas seu impacto se estende por toda a região do Baixo Tocantins. Produtores rurais, comerciantes e prestadores de serviços já relatam melhorias significativas na logística de suas atividades, com reflexos positivos na economia local.
Situação atual
De acordo com informações mais recentes da Autarquia, faltam aproximadamente 20 quilômetros para a conclusão total da pavimentação da via. As equipes trabalham nos serviços finais, que incluem não apenas a aplicação do pavimento asfáltico, mas também a instalação dos sistemas de drenagem definitivos e a preparação para a sinalização.
A entrega da obra, prevista para o segundo semestre, representa um avanço significativo para a infraestrutura de transportes do Pará. A expectativa é que a rodovia totalmente pavimentada traga benefícios duradouros para a região, melhorando o acesso a serviços públicos, facilitando o escoamento de produtos agrícolas e fomentando o desenvolvimento econômico regional.

A obra da BR-422 simboliza também a superação de décadas de reivindicações da população local, que via na falta de pavimentação um obstáculo ao desenvolvimento regional. Com a conclusão prevista para os próximos meses, a Transcametá finalmente cumprirá seu papel de integração territorial, conectando de forma definitiva o Baixo Tocantins ao restante do Pará e do país.
Usuários reclamam do descaso do DNIT
Apesar de um novo cenário na região, muitos usuários estão reclamando pelo descaso do Dnit, que só está realizando serviços de melhorias em “um pedacinho da BR-422, porque no trecho de Tucuruí a Limoeiro do Ajuru, só lama e poeira, uma vergonha, parece que pra cá não existe população“, escreveu um deles em uma rede social.
Já outro usuário escreveu: “Alô Dnit, o povo da BR-422 entre Tucurui-Limoeiro do Ajuru aguarda providências urgentes no serviço de manutenção deste trecho. Há meses que a empresa Capitólio abandonou a obra e alega falta de pagamento. A estrada encontra-se em estado de calamidade, muitos acidentes, muita poeira, muito buraco na estrada. O verão iniciou em maio e não dá pra ficarmos sem nenhuma resposta da parte de vcs. É como se esse trecho não existisse, é como se a população do Baixo-tocantins não tivesse direitos. Estamos pedindo o mínimo: manutenção, em primeiro lugar. E depois asfalto.”
Na ótica de outro usuário, o “Dnit está fazendo as obras somente no município de Repartimento, enquanto nos municípios de Tucuruí, Baião, Cametá e Limoeiro do Ajurú a Autarquia não vai lá nem sequer passear, porque está muito complicado para trafegar nesses município na BR-422.”
E outra usuária escreveu: “DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, falta manutenção urgente no trecho entre Tucurui-Limoeiro do Ajuru.”











