
Ocorrência foi registrada na tarde desse domingo (18), em Porto União; azeite está proibido de ser comercializado no Brasil
Aproximadamente nove mil garrafas de vinho argentino e 27 garrafões de azeite foram apreendidos pela Polícia Militar Rodoviária (PMRv-SC), na tarde desse domingo (18), na BR-153, na localidade de Jangada, em Porto União (SC). Os produtos – sem a documentação fiscal e aduaneira exigida por lei – estavam sendo transportados em um caminhão-baú Ford Cargo 2429 BL.
De acordo com a Corporação, durante fiscalização, por volta das 12h30, iniciou-se os procedimentos de fiscalização e entrevista com o caminhoneiro, de 46 anos, que demonstrou nervosismo e comportamento suspeito (mãos trêmulas, mudança de olhar e demora nas respostas).
Diante disso, ele foi questionado sobre a carga transportada, no que foi apresentadas apenas duas notas fiscais, uma referente a uma churrasqueira industrial e outra correspondente a camas empilháveis. Frente ao nervosismo do condutor, os policiais checaram o interior do baú, e encontraram, em meio aos produtos declarados, uma grande quantidade de caixas de vinho de origem Argentina, que estavam sem os documentos aduaneiros, bem como 27 galões de azeite de oliva da marca Valle Viejo.
Segundo a PMRV-SC, foi registrado o crime de descaminho e contrabando, e os produtos (vinho e azeite) e o caminhão foram apreendidos pela PMRV-SC e encaminhados à Delegacia da Polícia Federal, que ficará responsável por investigar quem enviou e quem receberia a mercadoria clandestina.

Proibição do azeite de Oliva
A marca Valle Viejo está expressamente proibida em todo o território nacional pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) pelo fato de laudos e fiscalizações anteriores comprovaram que os produtos não são azeite de Oliva legítimo. Trata-se de uma mistura fraudulenta de óleo de soja com corantes e aromatizantes artificiais, comercializada falsamente como “azeite extra virgem”. Além de configurar crime contra as relações de consumo (fraude), esses produtos são fabricados em estabelecimentos clandestinos e sem qualquer controle de higiene, representando um risco direto à saúde pública.













