MODERNIDADE: PRF celebrou, nessa quarta-feira (18), seus 93 anos, completados em 24 de julho, com um evento em Brasília (DF), no qual o público presente pôde prestigiar um pouco da história, por meio de exposições, exibições de viaturas antigas e modernas, além de apresentação de grupos especializados e também visitas guiadas no complexo sede da instituição. Foto: Aderlei de Souza

De acordo com a Corporação, evento remete à data de fundação, 24 de julho, e homenageia inspetores, familiares e parceiros

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) promoveu, na quarta-feira (18), diversas atividades em comemoração aos 93 anos de fundação da Corporação, celebrados no último 24 de julho. O evento contou com a participação de inspetores, familiares, autoridades, parceiros e admiradores e promoveu um viagem pela história da PRF, desde 1928, quando iniciou sua missão de promover a segurança pública de norte a sul do Brasil.

De acordo com a Corporação, evolução e integração marcam a trajetória dos 93 anos, que foi contada em exposições, exibições de viaturas antigas e modernas, apresentação de grupos especializados e também por meio de visitas guiadas no complexo sede da instituição.

Ainda de acordo com a PRF, o evento homenageou inspetores e personalidades que contribuíram para a história da Corporação. Entre as atividades, houve entrega de medalhas a autoridades, parceiros e ainda a familiares de agentes que perderam a vida em serviço.

Festejar aniversário é também sinônimo de prestar contas à sociedade. Durante o evento, o diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, acompanhado do ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, recebeu novas viaturas blindadas, helicópteros e equipamentos provenientes da parceria do órgão com o Governo Federal e da contribuição dos brasileiros.

“São 93 anos de muito trabalho e dedicação e 30 anos de independência administrativa, financeira e operacional. Dedico especial atenção para agradecer aqueles que lutaram muito por estas conquistas que propiciaram uma PRF mais forte, moderna e presente nos mais 75 mil quilômetros de rodovias federais. Tantas lutas e conquistas, só foram possíveis porque abnegados e corajosos Policiais e Servidores Administrativos conseguiram transformar sonhos em realidades”, pontua o diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques.

INSPETOR DE TRÁFEGO: O primeiro inspetor de PRF era chamado de “Inspetor de Tráfego” e foi ocupado por Antônio Feliz, conhecido como Turquinho, em 1935. Na foto, ele aparece com sua inseparável Harley Davidson. Fotos: Divulgação

Um pouco da trajetória

Os mais de 10 mil policiais rodoviários federais que atuam nas estradas federais de todo o país e também fora delas, celebram neste ano mais um aniversário desde que o ‘Inspetor de Tráfego’ (como eram chamados na ocasião), Antônio Félix Filho, conhecido como Turquinho, iniciou as atividades em 1935, sete anos após a criação da instituição Polícia Rodoviária Federal (PRF), que aconteceu em 24 de julho de 1928, por meio do Decreto 18.323.

Na época, o então presidente da República, Washington Luís, aprovou o “regulamento para a circulação internacional de automóveis, no território brasileiro e para a sinalização, segurança do trânsito e policia das estradas de rodagem.”

Naquele momento, a missão de Turquinho era organizar as vigilâncias das estradas Rio-Petrópolis, Rio-São Paulo e União Indústria (Petrópolis–Juiz de Fora), e percorrer os trechos com o propósito de fiscalizar e garantir a segurança dos usuários. Mas, logo de imediato, o inspetor  Antônio Félix foi auxiliado por 450 vigias da então Comissão de Estradas de Rodagem (CER).

O início da PRF

Em 23 de julho de 1935, foi criado o primeiro quadro de Policiais da PRF, chamados na época de “Inspetores de Tráfego”, configurando a data em que é comemorado o Dia do Policial Rodoviário Federal.

A história do surgimento da padroeira da PRF, a Nossa Senhora das Medalhas, remete ao dia em que o inspetor Turquinho achou ter atropelado uma mulher, que andava distraidamente pela rodovia. Quando ele parou sua motocicleta Harley Davidson, constatou que a estrada estava deserta, mas logo notou a presença de uma medalha de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, a qual guardou até a data de seu falecimento. E assim, a santa foi considerada a padroeira da PRF.

Atualmente, os inspetores têm o objetivo de fiscalizar diariamente mais de 75 mil quilômetros de rodovias federais, garantido pela vida das pessoas que trafegam diariamente, além de agir fora do âmbito das BRs, no combate à criminalidade, entre outras afazeres.

A infraestrutura, de acordo com dados do site da instituição, conta com mais de 450 Unidades Operacionais de Policiamento em toda malha viária do país, além das Delegacias e das Superintendências Regionais.

A PRF ainda possui unidades especiais, assim como outras instituições policiais. São os chamados Grupo de Resposta Rápida, o Comando de Operações Especializadas e o Núcleo de Operações Especiais.

Nos dias de hoje

Na atualidade, os mais de 10 mil inspetores que escrevem a história da PRF têm a possibilidade de lançar mão dos mais instintivos e mais modernos recursos para melhor servir à sociedade, sem perder a essência do que motivou sua existência. Toda essa evolução, especialmente as relacionadas às novas tecnologias, de certo não irá abolir a comunicação gestual e os silvos de apito, que pelo avançar do calendário poderiam até ser considerados do tempo do Inspetor Turquinho. Na pista, a mão que leva o apito à boca também pode ser a que manuseia o celular repleto de aplicativos e sistemas, como o PRF Móvel, ou o rádio comunicador digital.

Primeira mulher na direção-geral

MULHER NO COMANDO: A inspetora e motociclista, Maria Alice Nascimento, foi a primeira mulher a ocupar a função máxima da Instituição. Entre 2011 e 2016, ela atuou como diretora-geral da PRF. Foto: Divulgação

Dentre as histórias que marcaram a Instituição da PRF, está a de uma inspetora feminina. Trata-se da paranaense Maria Alice Nascimento, a primeira motociclista da Corporação e também a primeira mulher a assumir a direção-geral de uma corporação de âmbito nacional no Brasil. Ela atuou no comando entre 2011 e 2016. Atualmente, a Direção-Geral da PRF é ocupada pelo inspetor Eduardo Aggio de Sá, que substitui a Adriano Furtado, em maio deste ano.

Sacrifício é marca

O dia 23 de julho é apenas um pequeno gesto de reconhecimento do sacrifício que os policiais rodoviários federais fazem em prol da sociedade brasileira, diz a FenaPRF.

Ainda de acordo com a Federação, são horas e mais horas de trabalho sem dormir e, muitas vezes, em condições precárias para exercer seu papel no combate ao tráfico de drogas, sequestros, contrabando e educação no trânsito.

“Agradecemos a cada um dos policiais que compõem e já compuseram nossa polícia, vocês fazem a PRF ser a corporação exemplar da Segurança Pública brasileira, com um trabalho eficiente, enérgico e humano”, enfatizou a FEnaPRF, por meio de nota ao portal Estradas. 

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