Espalhados pelas estradas paulistas, os pedágios estão no centro do debate entre candidatos ao governo do Estado. Em visitas separadas sexta-feira à 37ª Feira do Bordado de Ibitinga, Aloizio Mercadante (PT), Paulo Skaf (PSB) e até Geraldo Alckmin (PSDB) falaram sobre o assunto.

Mercadante, que elegeu a questão dos pedágios como um de seus alvos na tentativa de superar o favoritismo de Alckmin nas pesquisas, disse que recebeu na feira muitas reclamações sobre as cobranças nas estradas. Ele promete reduzir as tarifas caso seja eleito e, em seu Twitter, alfineta o adversário.

“De Bauru a Botucatu são 93 km e R$ 22,10 de pedágio (ida e volta). Este abuso também é um caso?”, pergunta ao tucano.

Alckmin tem afirmado que, se for eleito, vai analisar caso a caso e poderá reduzir tarifas. Na feira de Ibitinga, criticou o PT, que teria prometido rever contratos de concessionárias no Rio Grande do Sul, mas não cumpriu a promessa.

Também em Ibitinga, Skaf criticou os valores dos pedágios. Na opinião do candidato, eles atrapalham o desenvolvimento do Estado.

Serra e Dilma discutem educação
A mais recente polêmica entre os candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) começou em Bauru, durante a visita da presidenciável, na quinta-feira.

Em entrevista coletiva, Dilma criticou uma das promessas de campanha do tucano, a de colocar dois professores nas salas de aula. A petista defendeu a valorização dos professores.

Na sexta-feira, Serra rebateu. “Ela ouviu o galo cantar e não sabe aonde. Primeiro tem que explicar para ela o que é”, disse.

O candidato a presidente afirmou ainda que o PT, “pelo menos em São Paulo, não tem a mais remota preocupação com a educação”.

Dilma usou o Twitter para responder. “O problema do galo é quando ele só canta em período eleitoral”.

Uma das estratégias do PT para a campanha é criticar salários de funcionários públicos no Estado, governado pelo PSDB há 16 anos.

No dia de campanha em Bauru, Dilma disse que um policial do Sergipe ganha mais do que um de São Paulo, o que acha espantoso.

Neste sábado, também em Bauru, o deputado Cândido Vaccarezza, um dos coordenadores da campanha de Dilma, afirmou que o salário de um policial em São Paulo é metade do pago em Sergipe.

Tucanos chegam no sábado
Depois de Dilma e da comitiva do PT, Bauru recebe no próximo sábado as visitas dos candidatos do PSDB à presidência da República, José Serra, e ao governo do Estado, Geraldo Alckmin.

Eles participarão de um encontro com prefeitos e vereadores da região às 10h, no salão social da ITE (Instituto Toledo de Ensino).

Em seguida, está prevista uma caminhada pelo calçadão da Batista de Carvalho.

Além de Serra e Alckmin, vão participar da visita os candidatos ao Senado da coligação, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), e Orestes Quércia (PMDB).

Em março, ainda como governador e pré-candidato a presidente, Serra esteve na cidade para inauguração da Fatec (Faculdade de Tecnologia) e duplicação de trecho da rodovia Bauru-Marília.

Os candidatos aproveitam a fase inicial da campanha, ainda sem os programas eleitorais da TV, para percorrer municípios e fazer corpo-a-corpo.