Inaugurada há exatos 29 anos, a Rodovia Mogi-Bertioga (SP-98) ainda não terá a tão reivindicada duplicação, mas irá receber melhorias em toda a sua extensão, desde a Vila Moraes, em Mogi das Cruzes, até as proximidades do entroncamento com a Rio-Santos, já na cidade litorânea. A informação é do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), que anunciou ontem o recapeamento da pista e dos acostamentos ao longo de 41 quilômetros. As intervenções visam oferecer melhores condições de trafegabilidade e segurança aos milhares de veículos que trafegam diariamente por ela, principalmente, nos finais de semana e feriados prolongados, quando ela chega a registrar um movimento 12% maior e suficiente para transformar a viagem de 40 minutos em até quatro horas.
O DER adiantou que está trabalhando na elaboração do projeto executivo, que prevê melhorias como recapeamento da pista e dos acostamentos, implantação de safety box (recurso de segurança para auxiliar pedestres) e baias para paradas de ônibus entre os kms 56,65 e 98,10. Não há um prazo previsto para o início dos trabalhos, mas a expectativa é de que as intervenções possam ser feitas no segundo semestre deste ano. Ainda não foi divulgado o valor do investimento.
Os itens previstos no projeto executivo do DER contemplam uma atenção especial para com os pedestres. Considerado um recurso moderno que substitui inclusive o uso de passarelas, o “safety box” consiste na implementação de uma espécie de “caixa de segurança” na pista, em que a sinalização é diferenciada com a utilização de novos materiais, como a película amarela fosforescente nas placas de advertência, tachas refletivas com energia solar e fiscalização com lombada eletrônica. Esses pontos de travessia são estudados também para a Rodovia Índio Tibiriçá, em Suzano.
Executado no final da década de 70, com término em 82, o projeto da Rodovia Mogi-Bertioga foi elaborado pela empresa Geotel, a mesma que projetou a
Rodovia Mogi-Dutra. Ele contemplou os 15 quilômetros de extensão da Serra, já que o trecho do planalto de Mogi já contava com uma estrada estadual – na época, de terra – e, a parte de Santos, já estava pronta (conheça um pouco mais da história da estrada nesta página).
Idealizada pelo ex-prefeito Waldemar Costa Filho, a ligação entre a Cidade e o Litoral foi aberta em maio de 1982 com a finalidade de atender somente a população de Mogi das Cruzes e Região, mas hoje é um dos principais acessos para quem vem da Zona Leste de São Paulo, sem contar o uso para fins de escoamento da produção industrial e agrícola.
De acordo com o DER, o Volume Médio Diário (VDM) da Rodovia em 2010 foi de 12.173 veículos de passeio e 1.752 veículos comerciais, totalizando 13.925 somente no trecho de Mogi das Cruzes. O movimento em toda a sua extensão é de 8.330 veículos e a diferença se dá porque no trecho mogiano há vários bairros, que justificam uma maior circulação de carros. Nos finais de semana e feriado, a média é de um acréscimo de 12% no VDM.
Rio Guacá
O DER, através da sua Assessoria de Imprensa, ressaltou a importância da Rodovia Mogi-Bertioga na malha viária estadual e reforçou a preocupação existente com o trecho do km 84, no Rio Guacá, que é um dos pontos mais perigosos da via e palco de inúmeros acidentes com vítimas fatais. Por isso mesmo, o órgão informou que está estudando a melhor alternativa para retomar o projeto que prevê a substituição da ponte sobre o curso d’água, que não saiu do papel porque a empresa vencedora da licitação realizada em 2009 desistiu da obra.
Orçado inicialmente em R$ 8 milhões e com prazo de execução estimado em 12 meses, o projeto para o Rio Guacá contempla a desativação da ponte atual, que fica numa curva considerada perigosa porque é muito fechada, e a construção de uma segunda obra de arte ao lado, eliminando grande parte da curva.
Início Notícias













