DNIT usa pela segunda vez em obras rodoviárias no Brasil, a tecnologia do EPS – poliestireno expandido styroform. O método de processo de aterro, é aplicado na duplicação da BR-101 na Paraíba e apresenta-se sob a forma de espuma moldada, constituída por um aglomerado de grânulos.

A substância é formada a partir de derivados de petróleo e sua decomposição leva cerca de 400 anos, o que garante a segurança e a estabilidade do terreno onde é aplicada. Constituído por blocos de isopor medindo 4 x 1,25 X 1,0 metro e chegando a pesar 110 kg em média, o EPS é disposto numa camada tripla em mais de 90 metros de extensão, para receber uma camada de aterro e em seguida a camada do pavimento, com cerca de 35 cm, impedindo que o solo mole aflore e venha a danificar o leito da rodovia.

Hoje, o solo compressível representa um dos entraves na construção de rodovias. Próximo aos leitos dos rios, que são camadas de aterros onde a presença de material orgânico é predominante, as áreas com solos de baixa capacidade de carga são comuns, trazendo problemas de fundação nas construções, principalmente para estradas e outras infraestruturas.

No lote 5 da duplicação da BR-101 no estado, que começa na entrada do município de Lucena e se estende até a divisa com o estado de Pernambuco, com 59,4 quilômetros de extensão, encontram-se alguns desses aterros localizados nas cabeceiras dos rios Paraíba, Preto, Gramame e Dois Rios.

No Km 80, tendo como referência o rio Preto, o solo vinha apresentando uma série de afundamentos ao longo do tempo. Em virtude disso, o DNIT usou a tecnologia para conter esse processo, evitando assim o desmonoramento do aterro das cabeceiras da ponte sobre o rio.

De acordo com o 2º Batalhão de Engenharia de Construção – BEC, os trabalhos da cabeceira do rio Preto estão sendo executados por quinze homens e serão utilizados cerca de 858 blocos de isopor na obra. A previsão de conclusão desses trabalhos é de vinte dias.

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