Mesmo com a colisão frontal, motorista do carro não se feriu gravemente.

Em 2017, somente nas rodovias federais, tivemos mais de 90 mil vítimas de acidentes, entre mortos e feridos. Média de 247 pessoas por dia. O relatório recém divulgado pela Seguradora Líder, que administra o DPVAT, revelou que foram pagas mais de 38 mil indenizações por morte e outras 228 mil por invalidez permanente em 2018. São 700 vítimas entre mortos e feridos com invalidez permanente por dia no país. Rodolfo Rizzotto, Coordenador do SOS Estradas, no seu comentário semanal, analisa esses números e alerta sobre o mito da Indústria da Multa. “Na realidade temos uma Indústria da Morte, estimulada pela impunidade dos motoristas infratores.”, afirma. Ouça o comentário e mande sua opinião.

2 COMENTÁRIOS

  1. Tem indústria da multa sim. Várias pegadinhas para multar com único intuito a arrecadação! Como por exemplo:
    Rodovias retas com alteração brusca de 80km/h para 40km/h e Radar em seguida, como tem na rodovia ligando Caraguatatuba/SP com Ubatuba/SP.
    Semáforos por todo país com um segundo apenas de sinal amarelo, onde tem radar de avançar sinal vermelho, então quem vem na via ou freia bruscamente podendo causar acidente ou toma multa.
    Na marginal Tietê em SP/SP, caminhão é permitido somente nas duas faixas da direita. Porém é dividida em 3 partes, a expressa, central e local. Então quando se vai para faixa da esquerda com caminhão, se toma multa. Mesmo que na local para acessar a central, quanto na central para acessar a expressa.
    Nas rodovias em geral, mas principalmente na Via Dutra que liga SP/RJ, e na Carvalho Pinto, quando se ultrapassa com caminhão algum veículo lento e já retorna para faixa da direita, a perseguição do DER e da PRF em multar caminhão como se estivesse trafegando na faixa da esquerda. Mesmo em ultrapassagem rápida. Entre outras pegadinhas que são implementadas diariamente. Multar nunca salvou nenhuma vida. Se não tivesse caráter arrecadatório, com certeza as autoridades de trânsito se preocupariam com a segurança das vias como a boa sinalização e boa pavimentação.

    • Caro Gustavo, esses casos são exceção. Porque se não fossem estariam quase todos os condutores com mais de 20 pontos. Aliás, seria fácil comprovar nos caminhões que as infrações são muito mais frequentes do que a direção responsável. Basta analisar os dados do tacografo. Já acompanhamos milhares de perícias e é quase impossível encontrar um disco diagrama sem excesso de velocidade. Não nos referimos a segundos, numa ultrapassagem, mas muitas vezes horas contínuas. Nós defendemos a multa baseada no tacografo, assim como há países testando a multa por satélite, drones e até ponto a ponto. No próprio local onde estava o radar móvel da PRF era possível flagrar mais de 1.000 motoristas em excesso de velocidade em 24h, num local com limite de 100km/h. A média de multas aplicadas pela PRF é de 9 por dia a cada 100km de rodovia federal. Então como vc explica esses 1000? Foram condutores que resolveram andar a pelo menos 108km/h só naquele trecho? Ė tem mais, caso nas fiscalizações apliquem o CTB pra valer mais de 30% da frota de caminhões seria recolhida por todo tipo de irregularidade, a começar pelo excesso de peso. Ou você vai dizer que nas estradas brasileiras tem de fato controle de peso? Isto não quer dizer que não existem erros que devem ser corrigidos mas basta ver as filmagens com drones feitos pela PRF para identificar milhares de infrações em poucas horas cometidas nas rodovias brasileiras, inclusive por motoristas profissionais, que não são flagradas. As consequências são pessoas mortas e famílias destruídas. Por isso nosso problema é a fábrica de infratores estimulada pela impunidade.

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