Além de movimentar até R$ 50 milhões em negócios, a 13ª Transpo-Sul – Feira e Congresso de Transporte e Logística divulga os novos equipamentos e discute as principais questões políticas e econômicas que envolvem o segmento logístico. O evento será encerrado sexta-feira, no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre.
O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs), que organiza o evento, José Carlos Silvano, ressalta que o encontro concentra os principais agentes da área. Entre os setores representados estão o de caminhões e utilitários, implementos rodoviários, distribuidores de combustível, movimentação e armazenagem, borrachas e pneus, entre outros. “Além das oportunidades comerciais, temos a chance de discutir os assuntos que vão determinar o rumo da cadeia logística nos próximos anos”, enfatiza Silvano. Temas como medidas de redução de impacto ambiental, regulamentação trabalhista e multimodalidade estão sendo debatidos no congresso técnico que ocorre em paralelo à feira de negócios.
O assessor de comunicação do Setcergs, Paulo Ziegler, salienta ainda que a Transpo-Sul é palco para o debate sobre a mobilidade urbana de Porto Alegre e dos projetos vinculados à Copa do Mundo de 2014. “Para quem usa o espaço das cidades para fins profissionais, como é o caso do transporte de cargas, essa matéria é fundamental”, afirma Ziegler. Outro assunto abordado é o fato de que a partir de janeiro de 2012 entra em vigor uma nova legislação quanto à emissão veicular. Essa norma, adianta Ziegler, causará uma transformação expressiva quanto à tecnologia no segmento. A perspectiva é de que os custos dos caminhões aumentem entre 7% e 8% com as melhorias. Em contrapartida, os veículos deverão reduzir o consumo de combustíveis.
Ocorre ainda durante a 13ª Transpo-Sul uma audiência pública com o senador Paulo Paim (PT-RS), que detalhará o seu Projeto de Lei 271/2008 que cria o Estatuto do Motorista e regulamenta a profissão, abrangendo itens como jornada de trabalho. Ziegler aponta a formação de motoristas como uma das principais demandas do setor. “Hoje, há escassez dessa mão de obra no Brasil”, comenta.
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