
Utilitário continua líder, e ganha edição temática apesar da insatisfação dos torcedores com a Seleção Brasileira
A Volkswagen iniciou a distribuição das primeiras unidades do modelo T-Cross Seleção, uma edição especial do utilitário mais vendido do país inspirada no patrocínio da marca às Seleções Brasileiras masculina e feminina.
A iniciativa reforça a tentativa de conectar duas paixões nacionais: carro e futebol. Mas, diante do momento atual da Seleção Brasileira, a estratégia levanta uma pergunta inevitável: será que foi o melhor momento?
Entre tradição e desgaste da imagem
Historicamente, a Volkswagen construiu campanhas associadas ao futebol brasileiro, com séries especiais que marcaram época e ajudaram a consolidar a marca no país.
No entanto, o cenário hoje é diferente. A Seleção, que já foi símbolo de excelência e orgulho nacional, vem enfrentando críticas frequentes de torcedores, seja pelo desempenho em campo, seja pela desconexão com o público.
Nesse contexto, atrelar um produto a esse universo pode gerar identificação, mas também resistência.
T-Cross segue forte no mercado
Independentemente da estratégia de comunicação, o T-Cross continua sendo um dos modelos mais relevantes da Volkswagen no Brasil.
O utilitário fechou 2025 na liderança do segmento pelo terceiro ano consecutivo, acumulando mais de 600 mil unidades produzidas desde 2019. O modelo também soma presença internacional, com mais de 118 mil unidades exportadas para 33 países.
O que o modelo oferece
O T-Cross Seleção é baseado na versão Sense e mantém o conjunto já conhecido do mercado:
- Motor 200 TSI 1.0 turbo de 128 cv
- Torque de 20,4 kgfm
- Câmbio automático de seis marchas
Entre os equipamentos, traz:
- Faróis em LED
- Painel digital de 8 polegadas
- Central multimídia VW Play de 10,1 polegadas
- Seis airbags
- Freios a disco nas quatro rodas
O modelo também mantém cinco estrelas no Latin NCAP, reforçando o apelo em segurança.
Estratégia ousada ou arriscada?
Ao lançar uma edição especial ligada ao futebol, a Volkswagen aposta no apelo emocional para se destacar em um mercado cada vez mais competitivo.
Mas a escolha da Seleção como símbolo pode dividir opiniões. Em um momento em que parte dos torcedores demonstra desconfiança e afastamento, a associação pode não ter o mesmo impacto positivo de outros tempos.
No fim, o sucesso da estratégia pode depender menos da campanha e mais do próprio desempenho do produto — e, quem sabe, também do futebol brasileiro voltar a convencer dentro de campo.




