Internada no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com traumatismo crânio-encefálico, a americana Stacy Sykora, do Vôlei Futuro, continua sedada, mas apresentou uma evolução nas primeiras 36 horas. O hospital só pode se pronunciar oficialmente com autorização da irmã da jogadora, que chega ao Brasil na manhã de sábado, mas a diretora do time, Marcela Constantino, conversou com um dos médicos da equipe que cuida da atleta e ficou otimista.

– Em neurologia não se pode falar nada em menos de 72 horas, mas as 36 primeiras horas foram positivas. Ela segue sedada, é um procedimento padrão. Em casos como esse, os neurônios não podem trabalhar – afirmou Marcela Constantino, diretora do Vôlei Futuro.

Stacy, que também tem pequenas hemorragias no lado esquerdo do cérebro, está internada na UTI desde terça-feira, quando o ônibus do clube tombou a caminho do ginásio de Osasco, palco de um jogo das semifinais da Superliga.

Marcela informou que o clube está ajudando a família da atleta a vir para o Brasil. A irmã Keri precisa de um visto emergencial para viajar, e a previsão é de que chegue a São Paulo no sábado.

– Uma das irmãs chega no sábado. A mãe não tem passaporte, mas assim que conseguir tirar vem também – informou Marcela.

A diretora do clube revelou que teve uma conversa com Stacy dentro do ônibus, pouco antes do acidente, para tentar prorrogar seu contrato com o Vôlei Futuro.

– Ela é uma pessoa maravilhosa, além de ser uma excelente atleta. Falamos sobre isso no ônibus. Gostaríamos que ela permanecesse no clube por mais tempo e que no futuro faça parte da comissão técnica. Não sabemos como será a recuperação dela, mas temos certeza que ela ainda terá uma longa carreira no Vôlei Futuro – completou.