Aprovado o parecer técnico para a construção da 3ª pista da Imigrantes
MAIS SEGURANÇA: Aprovado o parecer técnico para a construção da 3ª pista da Imigrantes. Foto: Divulgação/Governo de SP

Obra terá 91% do trajeto subterrâneo, projeto prevê o maior túnel rodoviário do país; Cetesb agora deve emitir a licença prévia para o empreendimento

Foi aprovado, nessa quarta-feira (25), o parecer técnico da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que avaliou a viabilidade ambiental do projeto da terceira pista da Rodovia dos Imigrantes (SP-160), no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), em São Paulo. A decisão sai após reunião do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), órgão integrante do Sistema Ambiental Paulista. Com isso, a Cetesb deve emitir a licença prévia para o empreendimento.

Com 21,6 quilômetros de extensão, a nova ligação entre o planalto e a Baixada Santista é considerada uma das obras rodoviárias mais complexas do país. Cerca de 91% do trajeto será em túneis, solução adotada para reduzir impactos do empreendimento.

De acordo com projeto, serão construído cinco túneis, somando cerca de 17,3 quilômetros. Um deles deve ultrapassar os seis quilômetros, o que o tornaria o maior túnel rodoviário do Brasil. O projeto inclui ainda oito pontes e viadutos.

De acordo com a secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a decisão demonstra a seriedade e o rigor do processo de licenciamento ambiental no Estado de São Paulo.

Conexão estratégica

A nova pista ligará o km 43 da Imigrantes (SP-160) ao km 265 da Rodovia Cônego Domênico Rangoni (SP-248), próximo ao polo industrial de Cubatão (SP), facilitando o acesso ao Porto de Santos, na Baixada Santista. A expectativa é ampliar em cerca de 25% a capacidade do sistema com impacto positivo na logística e no escoamento de cargas.

De acordo com a avaliação técnica da Cetesb, cabe destacou o caráter inovador da obra do ponto de vista da engenharia, com alta concentração de túneis, solução que prioriza a preservação das áreas naturais e a redução de interferências ao longo do trajeto, em especial, na Mata Atlântica.

A construção deve movimentar cerca de 4 milhões de metros cúbicos de solo e rocha, volume equivalente a aproximadamente 1.600 piscinas olímpicas. Para a construção da 3ª pista com segurança ambiental, a Cetesb exigiu um plano para destinação desse material, além de medidas de controle nas escavações e ações para proteger recursos hídricos e biodiversidade.

Segundo o diretor-presidente da Cetesb, Thomaz Toledo, o licenciamento é essencial para garantir segurança em uma obra dessa magnitude. “Estamos falando de uma das obras rodoviárias mais desafiadoras do país, com alta concentração de túneis em uma área sensível da Serra do Mar. O licenciamento ambiental permite avaliar cada etapa da engenharia e garantir que o projeto avance com controle e redução de impactos.”

Na mesma reunião, o colegiado também acompanhou a apresentação do programa Finaclima, voltado ao financiamento de iniciativas sustentáveis, e a proposta de plano de manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) de Ibitinga, que foi aprovada pelos conselheiros.

Veja abaixo o projeto: