Cancela de pedágio na Via Anhanguera não abre e causa acidente com carro, micro-ônibus e carreta, em Limeira
PERIGO INVISÍVEL: Cancela de pedágio na Via Anhanguera não abre e causa acidente com carro, micro-ônibus e carreta, em Limeira. Foto: Divulgação/Artesp

Ocorrência foi registrada na noite dessa quarta-feira (2), na pista sentido capital; equipamento de pista automática não funcionou e VW Gol parou, sendo atingido por coletivo, que chocou na traseira do micro-ônibus. Ocorrência é um  alerta às falhas recorrentes desse sistema tecnológico

Uma possível falha no sistema do pedágio automático no km 152 da Via Anhanguera (SP-330), administrado pela CCR AutoBAn, pode ter sido a causa de um sinistro (acidente), na noite dessa quarta-feira (2), envolvendo um Volkswagen Gol, um micro-ônibus e uma carreta Volvo FH, tipo baú. Felizmente, a ocorrência provocou somente um grande susto nos 28 ocupantes do coletivo e nos condutores dos demais veículos.

De acordo com o Boletim de Ocorrências (B.O.), o VW Gol adentrou à pista 2, destinada ao pagamento automático, e, por motivos que serão investigados pela perícia, a cancela não liberou; com isso, o condutor parou; e, sem tempo hábil para parar, o micro-ônibus chocou em sua traseira, e, na sequência, a carreta Volvo chocou na traseira do micro-ônibus.

Devido ao sinistro, a pista ficou bloqueada para a passagem por mais de cinco horas. Equipes da concessionária, da Polícia Militar Rodoviária (PMRv-SP) prestaram atendimento à ocorrência. A Polícia Civil irá investigar as causas do sinistro.

Risco real e invisível das praças de pedágio

Apesar de grandes avanços na área tecnológica, o perigo ainda ronda as praças de pedágio por conta de falhas no sistema automático. Com isso, há registros de letalidade devido às colisões e problemas estruturais no País.

O paradoxo da tecnologia

Criado, há décadas, para dar maior fluidez ao tráfego e garantir mais segurança aos usuários das rodovias, o sistema automático (tags) tem apresentado falhas técnicas, até hoje, não sandas em sua maioria. Em muitas situação, a falta de confiança no sensor faz com que alguns motoristas reduzam drasticamente a velocidade ou “colem” no veículo da frente, transformando as pistas de cobrança automática em pontos de alta colisão traseira.

Basta ver alguns acidentes fatais registrados em 2009, na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), também sob administração da CCR AutoBAn, onde uma mulher morreu em um engavetamento envolvendo quatro veículos. Na ocasião, uma carreta reduziu drasticamente a velocidade, após o sistema de cobrança automática falhar, e em seguida, o carro que vinha logo atrás – onde estava a mulher – foi esmagado por caminhões que não conseguiram frear a tempo.

Em uma outra ocorrência fatal, na Rodovia Carvalho Pinto (SP-070), em 2011, um caminhoneiro morreu na hora após colidir na traseira de outro caminhão. O veículo da frente realizou uma parada brusca após a cancela eletrônica não funcionar.

Em anos posteriores, há registros de diversas falhas nos sistemas automáticos, que provocaram dezenas de sinistros, que envolvem frenagens bruscas e destruição. Em novembro de 2024, na Rodovia Ayrton Senna da Silva (SP-070), uma falha no sistema de tag fez um caminhoneiro frear bruscamente, destruindo a cabine do veículo ao colidir.

Apenas no estado de São Paulo, há registros de centenas de sinistros contra estruturas de pedágio e cancelas, todos os anos; a maioria motivado por distração, excesso de velocidade (acima dos 40 km/h permitidos) e falhas de leitura de tags.

Embora as concessionárias registrem o total de sinistros em praças de pedágio, as causas exatas (como “frenagem por cancela fechada”) costumam ser mascaradas sob as rubricas de “colisão traseira devido à distração” ou “não manutenção da distância de segurança”.

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Praças de pedágio como zonas de alta letalidade

Dados de órgãos de trânsito, neste ano de 2026, mostram um crescimento nas ocorrências gerais em pedágios. Apenas no estado de São Paulo, registrou-se um aumento expressivo com centenas de ocorrências, feridos e mortes nas praças estaduais nos últimos anos.

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