
Ocorrência foi registrada na manhã desta segunda-feira, 6 de outubro, no bairro Bateas
Uma carreta irregular, da marca Scania, modelo R113 H 4X2, ano-modelo 1996, emplacada em Santa Catarina, tombou na manhã desta segunda-feira (6), no km 116 da SC-108, no bairro Bateas, em Brusque (SC), provocando ferimentos leves no caminhoneiro, de 31 anos, em uma mulher, de 30 anos, e em uma criança, de 1 ano. Todos foram socorridos pela equipe dos bombeiros para o Hospital Azambuja.
De acordo com a Polícia Militar Rodoviária de Santa Catarina (PMRv-SC), o sinistro (acidente) ocorreu por volta das 6h15, quando o condutor saiu da rua Abraão de Souza e Silva e adentrou à SC-108, no sentido Gaspar (SC) – Brusque (SC).
Por motivos que serão apurados pela perícia técnica, a carreta tombou obstruindo parte da faixa da direita e acostamento.
Segundo a PMRv-SC, no momento do sinistro, chovia. No trecho em questão, a pista é simples e a velocidade máxima permitida é de 60km/h.
Equipamento obrigatório vencido
O Estradas apurou com exclusividade que o veículo está com o cronotacógrafo vencido desde 25/1/25. Conforme estabelece o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), em seu artigo 105, e na Resolução Contran 912, de 28 de março de 2022, é obrigatório o uso de equipamento registrador instantâneo inalterável de velocidade e tempo.
A falta do equipamento e/ou o uso dele vencido é infração grave e resulta em multa e retenção do veículo para regularização, segundo o Art. 230 do CTB.
A reportagem também apurou que não há registro de infrações recentes nos sistemas do DetranSC, do Dnit e da PRF.
Outra constatação que do Estradas foi que, até as 12h44 desta segunda (6), não constava no site do Detran-SC nem no da PMRV-SC o registro de autuação do veículo por conta do equipamento obrigatório vencido (cronotacógrafo).
A Polícia Civil de Santa Catarina irá investigar as causas do sinistro.
Importância do cronotacógrafo
Há muitos anos, o Estradas batizou o cronotacógrafo, conhecido popularmente como tacógrafo, como a “Caixa Preta” do setor rodoviário de passageiros e de cargas. O equipamento tem versões analógicas e digitais, onde é possível verificar a velocidade praticada pelo condutor, tempo de direção contínua, distância percorrida e horas ao volante.
O equipamento contém informações que permitem à fiscalização identificar o condutor que dirige de forma perigosa, assim como em excesso de jornada e possível fadiga que podem provocar tragédias rodoviárias. Portanto, informações semelhantes às obtidas nos acidentes aéreos. Daí a analogia com a “caixa preta” das aeronaves. Essenciais, inclusive, na apuração de acidentes (sinistros) e no trabalho dos peritos criminais.











