A Fiat que adquiriu a Chrysler, fabricante dos modelos Jeep Cherokee, dentre outros, está oferecendo US$ 100,00 em cartões de débito pré-pagos para proprietários de veículos alvo de recall para ajudar a garantir que carros e picapes do grupo com potenciais defeitos de segurança sejam reparados. A divisão norte-americana da montadora também está oferecendo mil dólares em descontos especiais ou incentivos para os proprietários dos veículos que passaram por recall, se optarem por venderem na compra de um novo. As medidas fazem parte de acordo com o NHTSA- National Highway Traffic Safety depois que empresa foi flagrada com diversas irregularidades , desde dificultar as investigações das autoridades até não comunicar adequadamente  recall aos proprietários. Em decorrência disso, a empresa foi multada em US$ 105 milhões.

A empresa, denominada atualmente de  FCA no mercado norte-americano, precisa atrair e estimular alguns proprietários de modelos antigos da marca que precisam de recall a trazê-los para reparos, incluindo o modelo Jeep Grand Cherokee, de 1993 a 1998, e o utilitário Jeep Liberty, dos anos 2002 a 2007.

A preocupação da empresa, além de evitar novas penalidades, é com o possível desgaste da imagem da montadora devido a acidentes decorrentes de defeito de fabricação, bem como o custo dos processos e das indenizações que são pagas na Justiça americana. A empresa nunca adotou o mesmo procedimento no Brasil onde as montadoras reconhecem que cerca de 40% dos proprietários não atendem as convocações.

Segundo Rodolfo Rizzotto, autor do livro “Recall – O que as Montadoras Não Contam” a diferença entre o Brasil e os EUA é que enquanto por aqui não existe um órgão que investigue defeitos e dependemos das montadoras informarem que descobriram um problema, nos EUA existe um órgão que faz as investigações e determina a realização do recall. “Recall não é somente uma questão de relação de consumo mas acima de tudo um problema de segurança no trânsito. Quem não atende o recall coloca em risco sua vida e de terceiros.” Rizzotto acrescenta que o recall no Brasil é divulgado de forma precária, daí o baixo comparecimento dos proprietários. “Infelizmente, no Brasil não temos um órgão como o NHTSA , caso tivéssemos as montadoras teriam outra postura com os proprietários de veículos no país.”

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