O trecho da BR-101 entre o viaduto da Caxangá e a Reitoria da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Cidade Universitária, começará a ser reformado nesta terça-feira (24), se não chover. Pelo menos é isso que garante o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit). Na semana passada, o órgão havia anunciado que os serviços começariam na sexta-feira passada e se estenderiam por todo o fim de semana. Até ontem nada havia sido feito. A culpa pelo atraso seria a chuva.
“Dependemos do tempo para começar o serviço”, explicou o engenheiro do Dnit Genivaldo Paulino. Quem convive diariamente com os buracos da via, o taxista Alexandro Batista, 33 anos, tem pressa para ver os trabalhos começarem. “Tenho 15 anos de praça e rodo nessa área todo dia. Essa BR está de fazer vergonha. Só esse mês eu já perdi três pneus nessa buraqueira”, contou. “O que a gente ouve de reclamação do pessoal desviando dos buracos também não é brincadeira. E trabalhar durante a noite é ainda mais arriscado”, comentou Alexandro.
Outro que não aguenta mais o estado de conservação da rodovia é o vendedor de uma empresa do ramo de refrigerantes André da Silva, 21. A organização em que ele trabalha fica em Prazeres, Jaboatão dos Guararapes, às margens da BR-101. Diariamente ele vai de lá até Camaragibe, Grande Recife. “É buraco por quase todo o caminho. Perto da fábrica já vi vários motoqueiros perderem o controle ou terem a moto quebrada”, conta.
De acordo com o Dnit, o trecho nas proximidades da UFPE tem cerca de dois quilômetros. No entanto, o problema se estende por outros 40 quilômetros, que devem ser reformados no ano que vem. “Vamos abrir a concorrência para as empresas até o fim do ano. Esperamos que em 2011 possamos iniciar a restauração”, comentou Genivaldo Paulino. Até lá, o órgão prometeu intensificar os trabalhos de manutenção da BR-101 em todo o contorno do Recife, que vai de Igarassu até Prazeres. A expectativa é que as condições de trafegabilidade melhorem em um prazo de 120 dias.
Apesar de ter caráter paliativo, Genivaldo Paulino garante que o piso que começa a ser reformado hoje, na Cidade Universitária, não vai se desgastar logo. “É paliativo para as características da rodovia, mas esse asfalto tem durabilidade de aproximadamente um ano. Vamos retirar as placas de concreto, reforçar a base do piso e asfaltar”, explicou. A obra irá durar dois ou três dias e, como já havia sido anunciado, exigirá mudança no tráfego de veículos. Durante a operação, os carros serão desviados para as vias laterais, direcionados pela sinalização instalada pelo Dnit. A intervenção de emergência deve custar cerca de R$ 1,5 milhão.




