DESCASO: Parece uma rodovia federal? Não, mas é. Trata-se da BR-174/MT, no trecho ente Castanheira e Juruena, no Norte do Estado, que tem deixado centenas de caminhoneiros nessa situação caótica. Esse registro foi feito por um deles que ficou 14 dias 'preso' no atoleiro. O Dnit respondeu, depois que o Estradas publicou matéria, que irá reforçar os serviços de manutenção. Será? Fotos: Arquivo pessoal

Órgão informou que serão intensificados os serviços de cascalhamento, patrolamento, drenagem e recuperação de pontes de madeira; caminhoneiros sofrem com o descaso

Depois que o Estradas.com.br publicou nessa quinta-feira (19) matéria na qual mostra, por meio de fotos, a situação caótica da rodovia BR-174/MT, o Departamento Nacional de Transportes Terrestres (DNIT) resolveu se pronunciar na tarde desta sexta-feira (20), respondendo aos questionamentos da reportagem, chegando até a publicar matéria em seu site esclarecendo que o órgão “determinou o reforço das equipes e de maquinários das empresas contratadas para executar os serviços de manutenção na rodovia federal BR-174/MT, entre os municípios de Castanheira, Juruena e Colniza, no interior de Mato Grosso”.

No início deste ano, por conta das fortes chuvas, a rodovia ficou intransitável por vários dias. Passados os dois meses iniciais de 2020, a situação parece que não mudou muito. Os motoristas têm que enfrentar atoleiros, que os deixam com prejuízos, como se vê nas imagens cedidas por um caminhoneiro. O Estradas.com.br apurou que têm motoristas que estão ‘presos’ nesse trecho desde o dia 14 de março.

Castigada pelas chuvas no fim de 2019 até os primeiros meses deste ano, a BR-174/MT é importante via para os madeireiros e demais produtos na região Norte do Mato Grosso, e vem recebendo promessas dos governos federal e do Mato Grosso sobre a pavimento em cerca de 365 quilômetros, entre Castanheira e Colniza.

DESCASO: Essa situação de caos total não é de hoje. Vem desde 2013; e as promessas também. Mas, só as promessas, porque obra que é bom, até agora, nada.

A dramática situação de centenas de caminhoneiros e demais motoristas que passam – ou tentam passar – pela rodovia não é nova. A reivindicação pela pavimentação da estrada vem de 2013. De lá para cá, a trafegabilidade da via depende diretamente das condições do tempo.

No estado do Mato Grosso, a BR-174 liga seis municípios: Juruena, Cotriguaçu, Castanheira, Colniza, Aripuanã e Juína.

Na tarde desta sexta-feira (19) o Estradas.com.br recebeu a seguinte resposta do Dnit:

“O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) determina o reforço das equipes e de maquinários das empresas contratadas para executar os serviços de manutenção na rodovia federal BR-174/MT, entre os municípios de Castanheira, Juruena e Colniza, no interior de Mato Grosso. O trabalho atende a deliberação do Diretor-Geral do DNIT, general Santos Filho, que esteve nesta semana na capital Cuiabá.

As equipes de engenharia vão promover ações emergenciais de manutenção da rodovia não pavimentada, que tem sofrido com fortes chuvas nesta época do ano. Por ordem do DNIT, serão intensificados os serviços de encascalhamento, patrolamento, drenagem e recuperação de pontes de madeira. Após o período chuvoso, as empresas mobilizadas para as ações emergenciais irão seguir realizando os serviços regulares de recuperação da rodovia. Os três contratos devem atender a uma extensão de 363 quilômetros.

Nos pontos críticos da rodovia, as equipes do DNIT, por meio das empresas, têm colocado materiais pétreos e executado ações de melhorias da drenagem as águas. Mais equipes foram acionadas pelo DNIT, e estarão deslocando mais maquinários e profissionais para atuarem no trabalho emergencial na rodovia. Até o final de 2020 devem ser investidos o montante de R$ 30 milhões na execução das ações de manutenção da BR-174/MT.

A BR-174/MT é uma rodovia federal de 1.179,30 km de extensão. Os segmentos mais sensíveis são aqueles não pavimentados, que se localizam no extremo noroeste de Mato Grosso, na divisa com os estados de Rondônia e Amazonas. Nesses segmentos rodoviários, a economia se ancora principalmente na cadeia produtiva da madeira, da pecuária de corte e de grãos. Nesta semana, os profissionais de engenharia do órgão percorreram o trecho não pavimentado da BR-174/MT e conferiram de perto a realidade enfrentada pelos cidadãos.

O intuito deste trabalho é reduzir os transtornos provocados pelas intensas chuvas, e garantir o trânsito dos veículos leves, de transporte de passageiros e também dos caminhões que transportam a produção mato-grossense. A região registrou em 2020 a maior média de chuvas dos últimos anos. Na BR-174/MT, continuará proibido o tráfego de veículos com Peso Bruto Total Combinado (PBTC) acima de 48,5 toneladas, como forma de minimizar danos a rodovia nesta época de chuvas intensas.”

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