As novas taxas autorizadas pela Agência Reguladora de Serviços Delegados (Agepar) vão de 6,66% a 17,6%, quase 5% acima da inflação.

Os primeiros gastos são aqueles considerados não essenciais, como o lazer e a diversão

O aumento das tarifas do pedágio nas rodovias vai refletir negativamente em todos os setores da economia do Paraná. As novas taxas autorizadas pela Agência Reguladora de Serviços Delegados (Agepar) vão de 6,66% a 17,6%, quase 5% acima da inflação.
Mas, se tem um em especial, este é o turismo. Isto por que, na crise, os primeiros gastos são aqueles considerados não essenciais, como o lazer e a diversão.

Foz do Iguaçu, na fronteira do Brasil com Paraguai e Argentina, onde estão as Cataratas do Iguaçu e a Itaipu Binacional, e a região do Litoral onde estão as praias e a Serra do Mar, têm o turismo como principal fonte de receitas e sabem as dificuldades que isto representa.

Elas têm em comum ainda a BR-277, rodovia de aproximadamente 800 quilômetros que corta o Paraná de Leste a Oeste. Em seu percurso, no entanto, existem 10 praças de pedágio.

A Federação das Empresas de Hospedagem, Gastronomia, Entretenimento e Similares do Paraná (Feturismo) foi a primeira a lamentar o aumento. “Mais uma vez vai afugentar e direcionar todos para o litoral catarinense”, alertou Fábio Aguayo, que é responsável pelos Assuntos de Relações Governamentais e Institucionais da entidade.

Ele também manifestou preocupação com o turismo em Foz do Iguaçu, que tem  registrados recordes positivos de visitação.

Sem duplicação
“Se a BR-277 estivesse toda duplicada e não fosse tão perigosa como é, eu não me importaria em pagar os valores cobrados atualmente pelo pedágio”, disse o secretário de Turismo, Indústria, Comércio e Projetos Estratégicos de Foz do Iguaçu, Gilmar Piolla.

A rodovia é a principal ligação rodoviária do destino turístico. “E acredito que quem viaja a lazer com sua família também não se importaria”, frisou.

“O problema é enfrentar uma rodovia movimentada, de pista simples, pagar um pedágio absurdo e ainda correr riscos de acidentes por causa das condições inadequadas”, avaliou Piolla. Ao concluir: “(Os) Valores praticados não estão condizentes com a estrutura oferecida aos usuários”.

Sem obras
O tema pautou reportagem do Gazeta Diário desta sexta-feira (14). “O pedágio cobrado nas estradas que compõem o Anel de Integração no Paraná é um dos mais caros do Brasil, no entanto os valores pagos não voltam em obras de vulto para a população, como deveria ser”, frisou Carlos Silva, presidente do Conselho Municipal de Turismo (Comtur).

“Não bastasse isso, as tarifas desmotivam a vinda de muitas pessoas por via terrestre, com seus automóveis particulares, porque para muitas o gasto total, incluindo o combustível, que também não é barato, acaba sendo significativo”, disse.

Quem percorre de Foz do Iguaçu a Paranaguá, com um carro de passeio, tem que desembolsar aproximadamente R$ 140,00, só na ida.

Pedágio caro
Para o presidente do Sindicato de Hotéis (Sindihoteis), Neuso Rafagnin, o valor alto do pedágio prejudica demais o Destino Iguaçu. “Isso porque encarece o custo do turismo rodoviário.

Sabemos que os paranaenses, de todos os cantos do estado, representam parte expressiva dos visitantes da fronteira”, afirmou. “Um preço justo da tarifa com certeza diminuiria o custo para quem viaja de carro”, assinalou Rafagnin.

Que completou: “Além disso, pode refletir na redução da passagem de ônibus. Reivindicamos uma tarifa justa, bem como a duplicação da BR 277 e construção de viadutos no perímetro urbano da rodovia na cidade”.

Custo Paranaguá a Foz do Iguaçu

Praças – R$
São Miguel do Iguaçu – R$ 16,40
Céu Azul – R$ 12,50
Cascavel – R$ 13,50
Laranjeiras do Sul – R$ 13,50
Candói – R$ 13,50
Prudentópolis/Relógio – R$ 13,70
Irati – R$ 12,00
Palmeira – R$ 12,40
Balsa Nova – R$ 8,70
São José dos Pinhais – R$ 20,90

 Fonte: CabezaNews/Universo da Notícia

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