Os policiais rodoviários federais, que fizeram operações-padrão em diversas rodovias do país na quarta-feira (8) e na quinta-feira (9), podem entrar em greve a partir do dia 20 de agosto. De acordo com a Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais, não houve avanços na negociação com o governo federal ontem,sexta-feira (10) e, na próxima segunda (13), todos os Estados farão assembleias para deliberar sobre a greve.

Caso a categoria pare, se somará a outros órgãos do funcionalismo que já estão em greve, como a Polícia Federal, a Receita Federal, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e os professores e técnicos-administrativos das universidades federais.

A categoria reivindica melhorias salariais, reconhecimento do nível superior para o cargo de PRF, pagamento de adicional noturno e insalubridade e reestruturação da carreira.

Negociação

Os sindicatos de policiais federais decidiram na quinta-feira que dariam continuidade à greve da categoria, que começou na última terça (7), mas a decisão precisava ser ratificada em assembleias estaduais. Na sexta, ao menos 16 Estados já tinham votado em assembleias pela continuidade da greve. Com a paralisação, diz a Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais), as investigações e a emissão de passaportes já estão sendo afetadas.

A ministra Miriam Belchior (Planejamento), negociadora do governo com o movimento grevista, promete para a próxima semana uma resposta final sobre o reajuste aos servidores federais. Ela não antecipou detalhes sobre quais carreiras ainda poderiam ser contempladas nem sobre a extensão do benefício, se ele ocorrer.

Se acatasse todas as reivindicações, a equipe econômica teria de desembolsar R$ 92 bilhões, o equivalente à metade da folha atual de pagamento e 2% do PIB (Produto Interno Bruto). “É impossível. São duas vezes o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) deste ano”, comparou a ministra.