O Ministério Público Federal do Distrito Federal abriu investigação contra o ex-diretor geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Antônio Pagot. O procedimento atende notícia crime protocolada pelo deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) que acusa Pagot de cometer concussão, corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e improbidade administrativa.

As suspeitas do parlamentar são baseadas no depoimento de Pagot a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) em andamento no Congresso Nacional para investigar a relação Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com empreiteiras beneficiadas com recursos bilionários do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Anteriormente, o pedido de investigação foi encaminhado a Procuradoria Geral da República (PGR), porém, ao entender que Pagot não detém foro privilegiado, encaminhou-se a notícia crime ao Ministério Público Federal do DF.

A investigação também será norteada com base em pedido do senador Pedro Taques (PDT) que protocolou notícia crime em junho com base nas declarações de Pagot a imprensa nacional de que recebia pressões para liberar investimentos para a construção do rodoanel em São Paulo, que teria como pano de fundo abastecer um suposto esquema de caixa 2 da campanha de José Serra (PSDB) à Presidência da República. Na ocasião, Pagot também revelou interferências do PT nacional para que fosse arrecadado dinheiro junto as empreiteiras que mantém contrato com o governo federal para quitar dívidas de campanha da presidente Dilma Rousseff.