Vídeos postados nas mídias sociais indicam que o assassino dirigia a 240km/h

No dia 12 de dezembro um motorista dirigia uma BMW a 240km/h na Rodovia Euclides da Cunha, no interior de São Paulo.

A loucura foi filmada por um dos ocupantes do carro e postada nas mídias sociais. Pouco depois, o ainda potencial assassino, que se divertia ao ver os outros  motoristas  assustados com sua velocidade, transformou-se num assassino de fato.

Colidiu na traseira de outro veículo onde estavam três pessoas. Morreram no local um motorista de 58 anos assim como sua mãe de 85. A esposa do condutor assassinado, ficou ferida gravemente. Mas o criminoso da BMW e seus amigos saíram intactos.

Naturalmente, ele negou-se a fazer o teste do bafômetro.  Provavelmente também não passaria num teste de drogas porque dificilmente um condutor somente alcoolizado dirige nessa velocidade.

Na hora ele quase foi linchado pelas pessoas que viram a colisão, muitas delas que também tinham levado um susto com o bólido que praticamente as expulsava da estrada. A polícia cumpriu seu papel e o levou para a delegacia. O Ministério Público da cidade de Jales pediu e conseguiu sua prisão preventiva.

FALTA DE FISCALIZAÇÃO  DA VELOCIDADE GARANTE IMPUNIDADE

Mas esse episódio dramático, não ocorre por nada. Afinal, o que faz um indivíduo trafegar numa rodovia com limite 110 km/h a 240km/h? A resposta é simples: impunidade. A certeza de que não será flagrado.

Por isso, que no Brasil são pagas mais de 250 mil indenizações por morte e invalidez permanente pelo DPVAT todos os anos. Somos campeões em impunidade.

Várias vezes alertamos que a Resolução 798 do Contran, que determinou que os radares portáteis sejam indicados nos sites dos órgãos responsáveis pelas rodovias e sinalizados, ajudariam os potenciais assassinos a saber onde tem controle de velocidade e podem acelerar sem risco de serem flagrados.

COMO FUNCIONA NOS PAÍSES QUE LEVAM SEGURANÇA NO TRÂNSITO A SÉRIO?

Em qualquer país civilizado a polícia utiliza os chamados radares portáteis para surpreender infratores. Ele não sabem onde haverá fiscalização. Mas no Brasil a polícia tem que informar onde poderá estar. Esse assassino da BMW sabia disso e por esta razão andava nessa velocidade. Ele tinha certeza de que não seria multado.

Ora, se a autoridade no Brasil é obrigada a informar onde tem fiscalização de velocidade, ela também tem de informar onde não tem. Até porque, na maior parte do país existe limite de velocidade mas não tem fiscalização.

Portanto, ou o Contran revoga essa Resolução criminosa, ou terá que informar aos demais condutores numa placa: trecho não controlado por radar.

Para que assim os demais motoristas que, respeitam as leis, possam ao menos saber que ali correm perigo e que devem deixar a faixa livre para os potenciais assassinos. Afinal, eles precisam da pista para correr e matar.

 

1 COMENTÁRIO

  1. Eu viajo com frequência pelas estradas do sul do país e faz tempo que raramente vejo fiscalização de velocidade. Viajar a noite então é mais perigoso ainda, pois a fiscalização que é rara durante o dia praticamente inexiste a noite. Aliás, o que eu percebo é que muito motorista deixa para sair com o seu veículo irregular a noite, pois acredito saber deste fato. Mas acho que não é só culpa da legislação e sim também devido ao menor efetivo de policiais nas estradas. Por exemplo, aqui na BR 290 vários postos policiais foram fechados de uns 15 anos para cá, sendo que agora alguns ficam afastados por mais de 200 km de distância, onde um único posto da PRF com alguns policiais e veículos fica responsável pela estrada principal e vários trechos de estradas adjacentes.

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