Cercado pela terraplenagem que dá forma à nova pista da BR-392, o Cinamomo permanece intocado em meio ao trabalho dos operários e das máquinas utilizadas nas obras de duplicação da rodovia. Esta árvore asiática, tão bem adaptada ao solo brasileiro que chega a ser confundida com a vegetação nativa, teve seus galhos escolhidos pelo pica-pau e pelo pardal para abrigar seus ninhos. Até que os filhotes possam voar, os ninhos não serão tocados.

Foram os próprios trabalhadores da construtora responsável pelo lote 3 da obra que avisaram e ajudaram a equipe de supervisão ambiental a localizar e identificar as espécies de aves que fizeram seus ninhos no Cinamomo. Moradores da Vila da Quinta, em Rio Grande, deram seu palpite: “achamos que é ninho de pardal”.

Segundo o técnico da Gestão Ambiental das obras, Guillermo Dávila, trata-se de ninhos de pica-pau, espécie nativa da região, e de pardal, espécie exótica mas já inserida na biodiversidade local. “Conseguimos fotografar as aves alimentando os filhotes, que devem ter nascido há poucos dias”, afirma ele.

Os procedimentos da obra no local foram modificados para poupar o Cinamomo até que os filhotes deixem os ninhos. “Vamos acompanhar os ninhos até que os filhotes possam abandoná-los. Acreditamos que vamos esperar, em média, um mês”, explica Guillermo.

Para a coordenadora setorial da Gestão Ambiental da BR-392 em Pelotas, Renata Freitas, as ações vão ao encontro do comprometimento que o DNIT tem com a fauna e a flora da região. “Esta ação pode parecer pequena, mas o conjunto delas é que vai garantir o menor impacto ao ambiente que a construção de uma rodovia como a BR-392 pode causar”, diz Renata.

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