Número de mortes cai 2,3% e de feridos aumenta, em 2025, no Paraná
REALIDADE: Número de mortes cai 2,3% e de feridos aumenta, em 2025, no Paraná. Foto: Divulgação

Já o total de sinistros (acidentes) e de feridos tiveram crescimento de 0,5% e 0,7%, respectivamente

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou, ao longo de 2025, 7.620 acidentes nas rodovias federais que cortam o estado do Paraná, resultando em 8.523 feridos e 593 mortes. Embora o total de acidentes tenha crescido 0,5% e o de feridos 0,7% em comparação com 2024, o número de mortes apresentou redução de 2,3% no período.

A média de óbitos no ano equivale a uma vida perdida a cada 14 horas, segundo a PRF, que destacou a persistência de fatores de risco como colisões frontais — responsáveis por 190 mortes (32% do total) — e atropelamentos de pedestres com 95 vítimas (16%).

A fiscalização continua sendo reforçada, com mais de 509 mil autuações por excesso de velocidade e mais de 13,2 mil infrações por ultrapassagens proibidas no estado, apontando ações intensificadas para combater as condutas de risco nas estradas.

Apesar da redução percentual de mortes, a PRF alerta que o patamar de vítimas segue elevado e reforça a necessidade de consciência e respeito às normas de trânsito para preservar vidas nas rodovias paranaenses.

Meta da Década de Segurança Viária não será atingida

Para o coordenador do SOS Estradas, Rodolfo Rizzotto, apesar dos esforços da Polícia Rodoviária Federal do Paraná e nos demais estados, o Brasil não vai conseguir cumprir a meta de reduzir em 50% o número de mortos nas rodovias federais entre 2021 e 2030. Assim como não atingirão a meta os estados brasileiros.

“A curva de mortos vem aumentando desde 2019 e as novas medidas do governo federal revelam que a demagogia, que existiu no governo passado nas políticas de trânsito, tomou maior impulso neste governo. O foco é reduzir custos e garantir a impunidade, enquanto isso, os policiais rodoviários precisam fazer um esforço descomunal para minimizar o impacto das medidas absurdas do governo e ainda das propostas legislativas criminosas que tramitam no Congresso.”