COLISÃO: Ônibus da Santa Cruz colidiu em carreta, na madrugada desta sexta (1º/5), na SP-280. Foto: Reprodução/Artesp

Colisão ocorreu de madrugada o que pode indicar fadiga do motorista

Os passageiros do ônibus da Viação Santa Cruz precisaram ser resgatados pela janela após o veículo bater em uma carreta na Rodovia Castello Branco (SP-280), em Itu (SP), na madrugada desta sexta-feira (1°/5).

De acordo com informações da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), o sinistro (acidente) ocorreu no km 78 da pista sentido capital. A Artesp não informou a rota realizada pela empresa e omitiu o nome da Viação Santa Cruz.

Ainda de acordo com a Agência, uma pessoa teve ferimentos leves, enquanto outras 46 saíram ilesas. Todos passaram por avaliação médica da equipe de resgate e foram removidos do local com a ajuda da Polícia Mililtar Rodoviária (PMRv-SP).

Por causa do sinistro, as faixas 1, 2 e o acostamento foram interditados, mas liberados, às 6h15. O congestionamento chegou a dois quilômetros, ente os km 77 e 78.

Colisão traseira

Embora ainda seja necessário apurar o que pode ter provocado a colisão, duas hipóteses surgem como possíveis: fadiga do motorista ou não manter a distância de segurança do veículo da frente. Como o fato ocorreu na madrugada, o cansaço pode explicar o ocorrido.

Para o coordenador do SOS Estradas, Rodolfo Rizzotto,  Portaria da Artesp permite que motoristas de ônibus possam dirigir até 350 quilômetros sem parar. “Há anos, o portal Estradas alerta sobre risco de tragédia nas rodovias paulistas por fadiga dos motoristas. Entretanto, até hoje, a Artesp não apresentou o estudo técnico da mencionada Portaria. O sinistro desta madrugada pode não ter relação com fadiga mas é preciso investigar a jornada de trabalho dos motoristas nas linhas intermunicipais de São Paulo.

Multas

O Estradas apurou que existem quatro multas recentes registradas no veículo envolvido com a colisão. Um delas, que ainda não foi baixada, é relativa a não informar o real infrator. As três restantes foram pagas e têm motivações distintas, dentre elas, uma por excesso de velocidade até 20%.