O ônibus da Auto Viação 1001, que despencou de uma ribanceira na serra Rio-Teresópolis na última segunda-feira (22) vai passar novamente por perícias. A empresa tentou impedir a nova avaliação do veículo, mas o TJ (Tribunal de Justiça) do Rio não aceitou o pedido da viação de não periciar novamente o coletivo. O acidente deixou 15 mortos e 15 feridos. Até esta sexta-feira (26), seis pessoas ainda permaneciam internadas.
De acordo com o TJ, a empresa foi contra um pedido da 67ª Delegacia de Polícia (Guapimirim) para a remoção do ônibus para o distrito para serem feitas novas perícias. A viação achou que essas remoção poderia atrapalhar na perícia que a empresa faria no veículo.
Para o juiz Paulo Luciano de Souza Teixeira, que recebeu o pedido, não houve qualquer ilegalidade ou equívoco do delegado.
—Não se afigura desarrazoada a conduta do delegado, que entendeu pertinente a realização de perícias complementares. Em realidade, dada a notoriedade e gravidade dos fatos ocorridos, sequer o veículo deveria ter sido liberado, sob pena do comprometimento da coleta da prova.
Tragédia
O ônibus, que saiu de Itaperuna, no noroeste do Estado, às 9h de segunda-feira (22), seguia para o Rio de Janeiro, onde tinha chegada prevista para as 16h. No momento da tragédia, por volta das 14h30, 30 pessoas estavam no coletivo.
Em depoimento na Delegacia de Guapimirim (67ª DP), duas testemunhas afirmaram que o ônibus estava em alta velocidade e aparentava estar sem freios. O delegado Luiz Lima Ramos Filho informou que a perícia foi feita no local logo após o acidente. Ele pediu ao ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli) para examinar a parte de engenharia do ônibus.
O delegado aguarda resultado dos exames do IML (Instituto Médico Legal) do motorista, para descartar a hipótese de que ele tenha passado mal. O caso foi registrado como homicídio culposo (se intenção de matar) e lesão corporal culposa (sem intenção de ferir) no trânsito.
A empresa informou que vai apurar as causas do acidente por meio de sua equipe técnica em conjunto com os peritos da Polícia Civil. Ela diz que o ônibus envolvido no acidente estava com toda a manutenção preventiva em dia e não apresentou nenhuma anormalidade técnica nas viagens anteriores ao acidente.
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