A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) irá realizar estudos e intermediar as negociações com a CCR MS Via, concessionária da BR-163 em Mato Grosso do Sul, para que sejam revistos os valores do pedágio em alguns pontos da rodovia. O órgão pediu prazo de 30 dias para apresentar novos estudos que subsidiem a proposta de redução nos preços e encaminhá-la à empresa para que as discussões sejam abertas. Hoje, o pedágio custa entre R$ 4,70 e R$ 7,20.

O acordo foi fechado em uma reunião nesta quinta-feira (1º) entre o presidente a agência, Jorge Bastos, e o coordenador da bancada federal  no Mato Grosso do Sul, senador Waldemir Moka (PMDB). Na ocasião, segundo a assessoria do parlamentar, foi entregue um documento assinado pelos demais senadores e deputados federais sul-mato-grossenses expondo algumas dificuldades dos usuários com relação às tarifas, tendo em vista que elas estão acima do que havia sido anunciado na época da concessão.

Na época da privatização, o valor mínimo havia sido estipulado em R$ 4,38. Porém, o contrato previa que a CCR só poderia começar a cobrar dos motoristas quando pelo menos 89 quilômetros de duplicação estivessem concluídos.

A empresa trabalhou por 18 meses até conseguir bater essa meta. O aumento levou em conta a inflação com base do IPCA, que gerou acréscimo de R$ 1,33; as perdas provocadas a partir da Lei dos Caminhoneiros, que isentou do pedágio os eixos suspensos e somou mais R$ 0,66 na tarifa e as despesas que ocorreram fora de contrato, que adicionaram mais R$ 0,12, totalizando cobrança mínima de R$ 4,70.

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